Paróquia promoveu conferência no âmbito da Semana Santa de Vila Flor
A paróquia de Vila Flor promoveu uma conferência inserida nas celebrações de Semana Santa de 2026, que decorreu na passada segunda-feira, naquela vila do distrito de Bragança.
Uma iniciativa que vem acontecendo nos últimos anos e que já está instituída como tradição e que, desta vez, teve como conferencista Frei Hermano Filipe, pertencente aos frades franciscanos capuchinhos menores, apresentando como temática a Páscoa de S. Francisco (inserida nos 800 anos da sua morte) no auditório da Santa Casa de Misericórdia de Vila Flor, com a presença da direção, Irmãos da Santa Casa, elementos do Executivo camarário e leigos oriundos do concelho Vila Flor.
Frei Filipe constatou que, para muitos, a Páscoa é hoje “simplesmente um período de férias”.
Do lado oposto, o conferencista sublinhou que Francisco de Assis viveu ao longo da sua vida e em cada ano “várias quaresmas, não se limitando a viver uma só”.
Destacou, depois, a importância de Quinta-feira Santa na sua vida (com o lava-pés - serviço permanente, sobretudo aos mais necessita-dos).
A Sexta-feira Santa em Francisco também tinha a sua centralidade (os estigmas em Alverne). Sendo que a Cruz “é muito mais do que uma imagem ou símbolo”.
Por fim, Frei Filipe apontou a Porciúncula como o lugar onde o ‘poverello’ [pobre] de Assis quis morrer como “sinal de simplicidade e desprendimento”, ao ponto de “chamar irmã à própria morte” em estado de cegueira física, escrevendo o canto das criaturas.
Antes do encerramento, o momento foi propício a um longo diálogo com o conferencista, Frei Hermano Filipe, que não se furtou às questões colocadas pela audiência, num momento de partilha e comunhão, característicos do tempo pascal que se vive na Igreja.
