Baldios de Cova de Lua denunciam estragos causados por veados em plantações de castanheiros
O Conselho Diretivo da Comunidade Local dos Baldios de Cova de Lua denunciou esta quarta-feira vários estragos atribuídos a veados em plantações de castanheiros na área do Parque Natural de Montesinho. “Mais uma vez, chegados a agosto, voltamos a viver o drama do ataque dos veados às plantações de castanheiros. Mais uma vez, o investimento de muitos privados nas suas propriedades é destruído numa questão de minutos”, refere aquele conselho num comunicado enviado ao Mensageiro dando conta que a situação não é nova e se repete há anos. “Em setembro de 2025, solicitámos uma reunião com o ministério da agricultura e o ministério do ambiente. Não obtivemos nenhuma resposta. Em abril de 2026, voltámos a enviar novamente um pedido de reunião e não obtivemos qualquer tipo de resposta.
Destacamos, pelo lado positivo, a disponibilidade do deputado à Assembleia da República, Hernâni Dias que, assim que confrontado com esta questão, se deslocou ao terreno e viu os estragos provocados estando, neste momento, a trabalhar junto da tutela para a resolução desta situação que afeta diretamente a carteira dos agricultores. Também realçamos a predisposição da Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira que, aquando do pedido de reunião, acedeu prontamente ao nosso pedido e nos recebeu no município. Após esta reunião com a Câmara Municipal de Bragança, foi com surpresa que nos deparámos que, a população de veados que estava no termo de Cova de Lua, deixou de se ver “do dia para a noite”. Mas, após um mês desta reunião, os animais voltaram e os estragos fazem-se sentir”, explica o conselho diretivo. “Mas, no final, o proprietário, que tem gosto em manter o património herdado ou mantido, é quem sofre o prejuízo. O pedido de indemnização, que pode ser solicitado, esbarra na burocracia que se associa a esta situação. Os proprietários estão cada vez mais desmotivados pois vivem numa situação de “pescadinha de rabo na boca”: Se plantam os terrenos, têm prejuízos porque “a natureza” destrói os investimentos; Se não os limpam, são autuados porque podem destruir a natureza. Não há quem entenda o Estado. Em vez de servir a população, o Estado foge com a sua responsabilidade esbarrando-se na burocracia como a sua maior aliada”, acrescenta a mesma nota reiterando o seu descontentamento face à situação que classificam “de falta de controlo das espécies animais por parte do ICNF”.
O Mensageiro aguarda ainda informação sobre o assunto solicitada ao ICNF.
