Entidade ibérica identificou 32 pontos de embarque para turismo náutico no rio Douro
A Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro apresentou na terça-feira em Miranda do Douro um conjunto de iniciativas de turismo náutico no projeto da Rede de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT), onde foram identificados 32 potenciais pontos de embarque.
O secretário-geral da Associação de Municípios Ibéricos Ribeirinhos Douro (AIMRD), Jesus Ribas, explicou que os 32 potenciais pontos de embarque destinados ao turismo náuticos estão localizados desde a nascente do rio Douro nos picos da Serra de Urbión (Espanha), até à sua foz no Porto, dos quais 13 já foram já catalogados ao detalhe para iniciativas turísticas de lazer, culturais, gastronómicas ou ambientais.
De acordo com o dirigente da AMIRD, “durante cerca de três anos foram identificados 13 pontos de escala, seis propostas de rotas temáticas e novas oportunidades para valorizar o património e o turismo fluvial em todo o curso do rio Douro”.
“A análise considerou ainda as condições de navegação e as limitações geográficas, meteorológicas e regulamentares de cada zona. Foram ainda propostas seis rotas temáticas que articulam navegação, património, natureza e gastronomia, abrangendo temas como as culturas antigas, a enogastronomia, os miradouros e a relação entre água e energia”, explicou Jesus Ribas.
A RED CIFT indica ainda que o trabalho incluiu também três modelos de produtos turísticos integrados e a análise de experiências como os percursos de caiaque nos Arribes, o Cruzeiro Ambiental Arribes del Duero e os passeios em embarcação elétrica/solar.
No Douro, o projeto permitiu estruturar uma base de planeamento para o desenvolvimento do turismo náutico-cultural e ambiental, dado que o rio atravessa dois parques naturais ibéricos.
Para a presidente da câmara de Miranda do Douro, Helena Barril, os rios são como caminhos para a valorização do território ao promover náuticas associadas à descoberta do património cultural e, sobretudo, dos parques naturais por onde estes rios passam, como é caso do Douro.
“O projeto RED CIFT contribuiu para construir uma oferta turística diferenciadora, assente na autenticidade, na natureza, e na valorização sustentável dos recursos endógenos. Mais do que criar percursos, cria oportunidades para descobrir, permanecer, consumir e regressar”, vincou a autarca social-democrata do distrito de Bragança.
Segundo Helena Barril, “Miranda do Douro assume uma posição particularmente relevante, como porta de entrada do rio Douro em Portugal, porque o concelho dispõe de um património profundamente ligado ao rio e as Arribas do Douro Internacional, à língua mirandesa, às tradições e à identidade de um povo que soube preservar a sua autenticidade ao longo de gerações”.
Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.
A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.
