Bienal Linha da Terra abre novas exposições e alarga roteiro
A Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes — Linha da Terra alargou o seu roteiro a Vimioso, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor e Vinhais, passando a ter exposições nos nove concelhos da comunidade intermunicipal. As novas mostras incluem obras de artistas como Nadir Afonso, Carlos Barreira, Joana Vasconcelos e Álvaro Siza Vieira.
As aberturas decorreram entre 17 e 20 de outubro, completando a cobertura territorial de uma iniciativa que reúne 160 artistas em 14 exposições, distribuídas por 13 espaços, sob o mote “Um território ligado pela arte”.
Em Vimioso, a Casa da Cultura acolhe, desde sábado, uma exposição coletiva com trabalhos de 30 artistas, entre os quais Nadir Afonso, Acácio de Carvalho, João Alexandrino, conhecido como JAS, e António Macedo. Com curadoria de Felícia de Sousa, a mostra cruza pintura, escultura e instalação para explorar a paisagem, a memória e as formas de habitar um território de fronteira.
No domingo, o Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros abriu a exposição “HOLOCENOSE (+)”, que aproxima arte, ciência e indústria através da fundição contemporânea. Carlos Barreira, Norberto Jorge, Ana Raquel Silva e Teresa Bastos estão entre os 11 artistas representados. Rui Ferro e Marta Lima assumem a curadoria e apresentam também trabalhos.
Em Vila Flor, a exposição da Casa das Artes pode ser visitada desde segunda-feira, dia 19. A inauguração oficial, inicialmente prevista para 16 de outubro, foi cancelada devido ao luto municipal.
A coletiva reúne 22 artistas, com curadoria de Alexandra Silvano. Ana Pérez-Quiroga, Cristina Ataíde, Joana Vasconcelos, Leonel Moura, Pedro Calapez e Sofia Areal integram a seleção de autores que abordam a paisagem, a memória, a natureza e as inquietações contemporâneas.
Já em Vinhais, o Centro Cultural Solar dos Condes recebeu, na terça-feira, uma exposição com obras de 26 autores. Sob curadoria de Agostinho Santos, a mostra reúne pintura, desenho e escultura, incluindo trabalhos de Álvaro Siza Vieira, Paulo Neves, Zulmiro de Carvalho, Isabel Padrão e Henrique do Vale. A relação entre o ser humano e o território é o tema central.
Estas exposições juntam-se às que já estavam patentes em Alfândega da Fé, Bragança, Miranda do Douro, Mirandela e Mogadouro. Na capital de distrito, o Centro Cultural Municipal Adriano Moreira acolhe uma coletiva com curadoria de António Meireles, na Sala Luís de Camões, e uma exposição de José Paiva, na Sala Miguel de Cervantes.
Promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, com direção artística de Inês Falcão, a bienal pretende aproximar a criação contemporânea das comunidades e incentivar a circulação de visitantes entre os concelhos.
O roteiro pode ser percorrido até dezembro, nos horários de funcionamento dos diferentes espaços culturais.
