UPB ganha 438 alunos na segunda fase mas tem 885 vagas por preencher
A Universidade Politécnica de Bragança colocou 438 estudantes na segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, mais 142 do que no ano passado. Apesar da melhoria, a instituição registou uma taxa de ocupação de apenas 33,1% e deixou 885 vagas por preencher, o número mais elevado do país.
De acordo com os dados divulgados pelo Governo, a instituição brigantina dispunha de um total de 1.323 lugares nesta fase: 1.282 vagas iniciais, 40 libertadas pela recolocação de estudantes admitidos na primeira fase e uma vaga adicional.
Foram colocados 438 alunos, contra 296 em 2025, o que representa um crescimento de cerca de 48%. A taxa de ocupação também subiu de 19,6% para 33,1%, uma melhoria de 13,6 pontos percentuais.
Apesar da evolução positiva, Bragança continua entre os territórios com maiores dificuldades na captação de estudantes através do concurso nacional. Considerando os resultados por distrito, Bragança apresentou a taxa de ocupação mais baixa do país, com 33,5%, seguindo-se Beja, com 38,6%, e Viseu, com 47,1%.
A procura em primeira opção também ficou aquém da oferta. Apenas 183 candidatos indicaram como primeira escolha um curso ministrado em Bragança, embora o número final de colocados tenha sido superior devido aos estudantes admitidos numa das restantes opções.
As 885 vagas sobrantes em Bragança representam cerca de 22% dos 4.069 lugares que ficaram por preencher em todo o ensino superior público depois da segunda fase. A instituição poderá decidir, curso a curso, quais destas vagas serão disponibilizadas na terceira fase.
Ainda assim, em número absoluto de novos alunos, Bragança apresentou um dos resultados mais elevados entre as instituições de ensino politécnico. Apenas Coimbra, com 533 colocados, Lisboa, com 510, e a Universidade Técnica do Porto, com 505, receberam mais estudantes nesta fase.
Interior continua em desvantagem
Os resultados voltam a evidenciar o desequilíbrio entre o litoral e o interior. A taxa de ocupação das instituições situadas no interior ficou nos 49%, bastante abaixo dos 82% registados no litoral.
Embora concentrem 36,1% das vagas disponibilizadas, as instituições do interior ficaram com 60% dos lugares ainda disponíveis. Por cada 100 vagas, receberam 51 candidaturas em primeira opção, enquanto no litoral foram contabilizados 243 candidatos por cada 100 lugares.
A nível nacional, candidataram-se à segunda fase 22.537 estudantes e foram colocados 9.116, mais 292 do que em 2025. A taxa global de ocupação foi de 69,1%.
As instituições politécnicas colocaram 4.471 alunos, mais 14% do que no ano anterior, mas mantiveram uma taxa de ocupação de 59%. Nas universidades foram admitidos 4.645 estudantes, menos 5,3%, embora a ocupação tenha atingido 82,8%.
Os alunos colocados devem efetuar a matrícula entre esta quarta e sexta-feira. As vagas da terceira fase serão divulgadas a 9 de outubro, estando as candidaturas previstas para os dias 10 a 12.
Os dados dizem respeito exclusivamente ao Concurso Nacional de Acesso e, por isso, não refletem o número total de alunos da Universidade Politécnica de Bragança, que também recebe estudantes através de outros regimes e concursos, nomeadamente alunos internacionais.
Consulte aqui os resultados:






