Nordeste Transmontano

Orlando Rodrigues acredita que mudança para Universidade de Bragança e Interior Norte vai dar novas possibilidades à instituição

Publicado por Glória Lopes em 30-08-2026 17:29

O reitor Universidade de Bragança, Orlando Rodrigues, disse ao Mensageiro que o anúncio da criação da Universidade de Bragança e do Interior Norte se trata de uma decisão política, que era esperada na instituição ainda que o timing o tenha surpreendido. “O governo entendeu que há instituições politécnicas que desenvolveram mais a sua capacidade científica, que é claramente o nosso caso, todos os indicadores científicos nos colocam numa posição de destaque e, sobretudo, nós temos um papel diferente, porque estamos numa região de interior. O nosso país tem um problema grave de desequilíbrio territorial e com todos os problemas que isso acarreta em termos de economia pois temos regiões superlotadas, mas em alguns pontos do país é o contrário. É preciso equilibrar o nosso país. Com esta transformação para ajudar a ter uma economia vibrante e inovadora e isso faz-se através do conhecimento científico e da qualificação das pessoas é o sinal que se vai ser dado através desta transformação”, explicou Orlando Rodrigues ao Mensageiro.
A mudança recente da designação de 13 institutos politécnicos a nível nacional para universidades politécnicas, onde se inclui a instituição de Bragança decorre da alteração da lei, aprovada por unanimidade na Assembleia da República. A lei já havia sido alterada para permitir a atribuição do grau de doutor nos politécnicos. “Mas faltava regular os termos da designação, e, portanto, tudo apontava para que os institutos politécnicos se passassem a designarem universidades politécnicas, mas esta transformação não pode ser entendida de forma nenhuma, como um desvalorizar o trabalho dos dos politécnicos, nem da nossa história, nem dos outros”, referiu Orlando Rodrigues.
A mudança anunciada por Luís Montenegro é diferente e não inclui os demais institutos. “São processos diferentes. Esta alteração que o governo está disponível a fazer, e que fez já com Leiria na sequência das catástrofes, que aconteceu, no início do ano e simultaneamente com o Porto, e agora connosco”, referiu o reitor.
Orlando Rodrigues indicou ainda ao nosso jornal que se trata de “uma decisão política”, que era esperada. “O governo entendeu que há instituições politécnicas que desenvolveram mais a sua capacidade científica, que é claramente o nosso caso, todos os indicadores científicos nos colocam numa posição de destaque e, sobretudo, nós temos um papel diferente, porque estamos numa região de interior. O nosso país tem um problema grave de desequilíbrio territorial e com todos os problemas que isso acarreta em termos de economia pois temos regiões superlotadas, mas em alguns pontos do país é o contrário. É preciso equilibrar o nosso país. Com esta transformação para ajudar a ter uma economia vibrante e inovadora e isso faz-se através do conhecimento científico e da qualificação das pessoas é o sinal que se vai ser dado através desta transformação”, concretizou.

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