Bragança

Isabel Ferreira acusa vereadores da oposição de “comunicações superficiais”

Publicado por Glória Lopes em Qua, 06/24/2026 - 19:49

A presidente da Câmara Municipal de Bragança critica os vereadores do PSD, Ana Soares e António Batista, e o independente eleito pelo PS; Nuno Moreno, por causa das afirmações e acusações relacionadas com o Código Regulamentar e a respetiva Tabela de Taxas do Município de Bragança, aprovado em reunião de câmara quarta-feira, que a oposição contesta.

“Os Senhores Vereadores já nos habituaram a comunicações superficiais avulsas e populistas, mais pensadas para as páginas dos jornais do que para as atas das reuniões de Câmara”, explicou Isabel Ferreira numa resposta escrita enviada ao Mensageiro.
Segundo a autarca o Executivo Camarário que lidera está muito orgulhoso do trabalho intenso que conduziu a esta proposta de modernização administrativa e da dedicação dos serviços municipais, com anos de experiência que a oposição continua a desvalorizar. “Em vez de permitir a disponibilização de melhores e novos serviços à população, preferem continuar cristalizados em 2016, agarrados a um passado que os eleitores recusaram nas urnas. A nossa responsabilidade é garantir a boa gestão pública.
Reduzir a proposta do novo Código Regulamentar a ruído sobre percentagens é lamentável. Generalizar e tentar tirar proveito político de um qualquer aumento percentual, quando na verdade se traduz em poucos cêntimos, é, no mínimo, populista”, acrescentou a autarca.
Isabel Ferreira acusa a oposição de “falta de visão estratégica”, dizendo que “é tal que não se percebe que esta proposta permitirá regularizar situações gritantes, como a venda de lotes da nova zona industrial, a integração do TMB na RTCP e a disponibilização de novos serviços”.
Na mesma informação refere que “os senhores Vereadores ignoram os esclarecimentos dados em reunião de câmara, ignoram as taxas que diminuíram (como as do Mercado Municipal, o estacionamento na Praça Camões, o licenciamento dos táxis, etc.), e todas as taxas que não aumentaram e que correspondem a um esforço enorme do Município em favor de famílias e empresas (10 anos após a sua formulação).
Recordo que as associações estão isentas nos equipamentos culturais e desportivos, as famílias em situação de vulnerabilidade têm reduções importantes e, para além disso, qualquer família ou empresa pode solicitar redução ou isenção de certas taxas Será isto, entre outros assuntos, que o novo Código Regulamentar permitirá”.
Considera ainda “inadmissível” que se tente condicionar a opinião pública criando a perceção de “aumentar encargos” ou “criar novas taxas”, quando é precisamente o contrário. “Novas taxas são, na verdade, novos serviços públicos, que até então o Município foi incapaz de prestar.
Como sempre, estou disponível para todos os esclarecimentos ou dúvidas sérias nos meios adequados, como na próxima Assembleia Municipal. Governar não é tomar decisões parcelares ou gerir o imediato. É tomar decisões estruturais para preparar o futuro”, acrescentou.

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