Professoras do Conservatório premiadas em concursos
Chama-se Trio Majestoso e é composto por três professoras de música, duas delas a trabalhar no Conservatório de Música e Dança de Bragança, e tem recebido diversos prémios em concursos nacionais e internacionais.
Aušra Bernatavičiūtė natural da Lituânia mas radicada em Bragança há vários anos, desafiou Gabriela Silva, também professora no Conservatório de Bragança, para formar um grupo de música clássica. Primeiro, juntaram-se com a soprano Daniela Arrego do Porto. Entretanto, acabou por ser substituída por Ana Sofia Ventura, de Castelo Branco. Estão juntas há dois anos e têm granjeado cada vez mais atenção no panorama musical.
“No início foi difícil, pois só conseguimos ensaiar no Porto e também é complicado encontrar repertório para um trio de flauta, voz e piano”, explicou Aušra Bernatavičiūtė ao Mensageiro.
Certo é que desde que começaram a participar em concurso, os prémios têm chegado.
“O primeiro concurso em que participámos foi no Porto, o VIMUS, concurso internacional de música de câmara”, contou. Ficaram no segundo lugar, um resultado que deu alento a continuarem.
Em 2026, participaram já em vários concursos internacionais, na Polónia e no Reino Unido.
“Na Polónia, participámos num concurso internacional que se chamava World’s Best Musicians e foi realizado online. Tinha duas fases, uma eliminatória e uma fase final. O júri escolheu, de todos os participantes, de música de câmara, de todos os instrumentos, de vozes, de compositores, de maestros, três vencedores absolutos. E entre estes três vencedores absolutos ficámos nós, o trio Majestoso”, frisou.
Entretanto, a 30 de março, participaram na Francesca Lebrun International Music Competition, também online. “Recebemos Grand Prix na categoria de música de câmara.
O mais recente em que participaram foi o 15.º Odin International Music Online Competition, em que terminaram na segunda posição.
Agora estão a preparar a participação no concurso portuense, em julho.
Para além disso, também dão concertos um pouco por todo o país. “É muito difícil arranjar concertos em Portugal, até porque não temos ‘manager’”, explica Aušra Bernatavičiūtė.
