Bragança

Feira do Livro regressa entre 28 e 31 de maio com cerca de 40 atividades para todas as idades

Publicado por GL em Qui, 05/21/2026 - 10:23

Bragança volta a contar com a realização da Feira do Livro num formato tradicional, com exposição e venda, pondo, assim, termo ao Festival Literário que se vinha realizando há uma década.

Desta feita o epicentro da Feira do Livro, que decorre entre 28 e 31 de maio, será o Corredor Verde do Rio Fervença, na zona do Polis, e em ligação com o Jardim Dr. António José de Almeida. “O Festival Literário era muito fechado e para um público específico e nós pretendemos que o livro seja uma celebração para toda a comunidade”, explicou o vice-presidente da Câmara, Pedro Rego, durante a apresentação do evento, que teve lugar na passada segunda-feira no coreto do Jardim Dr. António José de Almeida.

A iniciativa reúne autores, leitores, livreiros, criadores e público, com uma programação dedicada ao livro, à criação literária, à fruição cultural e à ocupação qualificada do espaço público. “Trata-se de uma programação para ser um momento familiar e de convívio entre várias gerações”, realçou o autarca.
Estarão presentes 12 editoras num espaço amplo para o público circular, ver e folhear. Estão previstos encontros com autores, tertúlias e apresentação de livros, oficinas de ilustração, sessões para crianças, música, poesia, animação de rua e atividades para famílias. “Podemos esperar muita conversa literária, cultura, muitas conversas com autores extremamente interessantes, com trabalhos produzido em Portugal, podemos ter conversas com os autores e muitas atividades direcionadas para a ilustração, a criatividade e o livro em si também, para as crianças e para os jovens. Pretendemos criar públicos e a necessidade de voltarem a ler, a consumir livros e a agarrar-se à literatura que é tão importante na nossa personalidade”, referiu Pedro Rego.

No que respeita à apresentação de livros estão agendadas várias, como ‘Harmonia’, do escritor e poeta espanhol António Colinas, vencedor do prémio Nacional de Literatura em Espanha em 1982. A Bragança traz o primeiro livro que editou em Portugal, muito elogiado pela crítica espanola. ‘Vento, Velhaco’ de Rute Cancela, ‘Amores Destonados e afins’ de Odete da Costa Ferreira, ‘Terra-Homenagem a Miguel Torga’, de Assunção Anes Morais, ‘Marga Musel’ de Ana Pereira e Elza Mesquita, ‘A grande aventura de Ricardo Godinho’, de Albino Falcão, ‘O Interior Esquecido – Entre Tâmega e o Mente/Rabaçal’ de José Maldonado, ‘Gravetos da Memória’ de Manuela Vaz de Carvalho, ‘Os meandros do amor nas margens do rio Limpopo’, de Abílio Aires, ‘Arya e o Jardim dos Sonhos’ de Ilda Jornalo, e ‘O Canto dos cisne’ de Fernando Calado, ‘A coisa que fica’ da autoria de Luís Frolen e ainda ‘Monte de São Bartolomeu -A Estância de Turismo de Bragança’ do Padre António Estevinho Pires.

“Teremos vários autores locais, da região, porque é muito importante dar esse palco e essa importância aos nossos autores”, acrescentou o autarca esperando que a Feira do Livro se abra como espaço de fruição da cidade.

Haverá tempo para encontros com autores, como Raúl Minh’Alma, Rita Rovisco apre-senta ‘Splosh’, Joana Pestana autora de ‘Monstrocedário’ em ‘Quem se esconde no armário - as emoções do Cedário”’ entre outros.

A programação infantil e escolar ocupa lugar de destaque nesta “Feira do Livro”, com sessões de “Histórias cantadas: Bolinha de Música”, por Rute Cancela.
Ao longo da Feira, o público mais jovem poderá participar ainda em oficinas de ilustração orientadas por Carlo Giovani, com propostas como “Encontra-me se puderes”, “Surpresa! A sorte foi lançada e uma história será acabada” e “Mãos de carvão”. Pedro Giestas, ator e escritor, estará presente em várias ocasiões. No dia 29 de maio a programação vai até ao Estabelecimento Prisional de Izeda e ao Estabelecimento Prisional de Bragança, com sessões de Álvaro Cúria – Literacidades, subordinadas ao tema “O poder da leitura”.

À noite, o programa inclui o espetáculo de poesia “Rimas Perdidas” e uma conversa com os autores Gabriela Relvas, Miguel D’Alte e Álvaro Cúria, com moderação de Luísa Lopes.

Paralelamente, existem outras diversões e desporto, “numa vertente recreativa” como parede de escalada. “Queremos que as pessoas venham e tenham outras atividades, de lazer, neste espaço belíssimo que é o Polis”, vincou Pedro Rego.

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