Bragança

Federação do PS acusa Governo de discriminar Trás-os-Montes na nomeação dos vice-presidentes da CCDR-N que são todos de fora do distrito

Publicado por GL em Sáb, 03/14/2026 - 15:36

A Federação Distrital do PS de Bragança “lamenta profundamente” a nomeação dos cinco vice-presidentes da CCDR-N, nomeadamente em duas áreas cruciais para o nosso território como a Agricultura e o Ambiente, desprezando completamente a representatividade do Interior e o distrito de Bragança, informou este sábado em comunicado. “Aquilo que ao longo dos anos fomos perdendo com o PSD e a governação AD, num processo de nomeação totalmente discriminatório, mais uma vez reflete que para este Distrito de Bragança são totalmente depreciados e ignorados nos cargos que decidem áreas tão estratégicas e fundamentais para o desenvolvimento da nossa região como a Agricultura, Ambiente e Educação”, explica a federação socialista presidida por Benjamim Rodrigues.
Para os socialistas trata-se de “um mapa territorial que este XXV Governo da direita insiste em desenhar com risco ao
meio, fazendo do Interior um território sem oportunidades, subdesenvolvido e que
lamentavelmente vota preferencialmente na direita! Respeitem-se os cidadãos, respeitem-se os eleitores!”, acrescenta a mesa nota, onde a federação reitera que “é uma total desconsideração e mesmo desrespeito por um território que o PS sempre privilegiou e que merecia muito mais”.
O PS destaca que houve mais “representatividade no interior e proximidade com o Território ao serem criadas Secretarias de Estado que
destacavam a Valorização do Interior e a Coesão Territorial com iniciativas e medidas objetivas, concretas e com presença regular, nomeadamente em áreas cruciais com secretarias em Bragança, Guarda e Castelo Branco”.
Ainda segundo a federação parece haver aqui “uma clara intenção de esvaziar o interior, não auscultando nem
procurando nomeações de consenso que pudessem demonstrar sensibilidade e
predisposição para ouvir as regiões em risco demográfico, em risco de desenvolvimento e com implantação rural que se vai tornando galopantemente deficitária”, o que fará parte da “estratégia encapotada desta governação AD, combater o desejado processo
de regionalização como se depreende do discurso do atual primeiro-ministro na tomada de posse dos presidentes de CCDRs e desta forma retirar legitimidade e poder ao Interior para uma gestão e decisões autónomas regionais”.
A título de exemplo de desrespeito pelo distrito por parte das governações AD, a Federação socialista refere “as decisões políticas do encerramento das linhas ferroviárias e a interrupção das obras no túnel do Marão, a prova de que os sacrificados são sempre os desfavorecidos e discriminados!”.
Situações que “coartam a oportunidade de desenvolver o interior, a legitimidade e o
direito de direcionar o aproveitamento dos seus recursos e potencialidades que nos vão sendo retirados sem qualquer contrapartida de investimento local correspondente, como tem sido prática ao longo dos anos no nosso distrito, ignorando de forma antidemocrática as decisões da Justiça”.
O PS federativo “numa atitude de total repúdio e desconforto manifesta desta forma o desacordo por esta decisão discriminatória que a CCDRN acaba de assumir e que mais não é do que uma manifestação autoritária de abandono das populações do interior que apesar destas atitudes do XXV Governo, teimam em ser um esteio da resiliência, determinação e coragem do Povo Português”, concluem.

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