Assembleia Municipal aprova moção recomendando ao Governo a manutenção do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros
A Assembleia Municipal de Bragança aprovou, esta quinta-feira, uma moção pela manutenção do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros, que dividiu a votação.
A moção foi proposta por Bruno Veloso, membro da bancada do Partido socialista, defendendo que "o distrito de Bragança apresenta características geográficas e demográficas que tornam particularmente indispensável a manutenção deste equipamento no interior do território". "A dimensão do distrito, a dispersão dos seus concelhos torna o helicóptero uma peça insubstituível do sistema de emergência.
Não está apenas em causa a rapidez do transporte. Está em causa o tempo de resposta em situações em que minutos podem significar a diferença entre a vida e a morte.
Importa ainda sublinhar que a relevância deste meio não se limita à emergência médica em sentido estrito. O helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros integra uma lógica mais ampla de coesão territorial e de compromisso do Estado com as populações do interior. Sempre que os pressupostos que estiveram na base da sua colocação permanecem válidos, como sucede atualmente, qualquer alteração que fragilize esta resposta compromete a confiança das populações", lê-se no texto apresentado.
A Assembleia deliberou, então, reafirmar "a sua posição favorável à manutenção integral da base do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros", e recomendar "ao Governo que salvaguarde a continuidade deste meio essencial ao serviço das populações do Nordeste Transmontano".
A moção "rejeita qualquer solução que reduza a capacidade de resposta imediata no distrito de Bragança e territórios vizinhos" e "recomenda ao Governo a reavaliação de qualquer decisão que ponha em causa a permanência deste recurso estratégico no interior do país".
"A presente moção deve ser remetida aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ao Governo, ao Presidente da República e às Assembleias Municipais do distrito de Bragança", termina o texto.
A moção foi aprovada com 33 votos a favor, sobretudo socialistas, nove abstenções e 27 votos contra, sobretudo da bancada do PSD e alguns presidentes de junta.
O momento da votação provocou ainda uma pequena discussão entre o presidente da Mesa, Eduardo Malhão, e o proponente, Bruno Veloso, pela forma como os trabalhos estavam a ser conduzidos.
