Nordeste Transmontano

Antigo Governador Civil aponta caminhos para a melhoria da região em livro

Publicado por António G. Rodrigues em Qui, 05/21/2026 - 10:19

Foi com base num Observatório que já remonta a 1970 que o antigo investigador do Instituto Politécnico de Bragança e antigo Governador Civil do distrito de Bragança, Francisco Cepeda, editou, agora, um livro que traça a história do desenvolvimento do Nordeste Transmontano e aponta caminhos para o futuro.

‘50 anos de democracia e o futuro do Nordeste Transmontano’ é o título do livro que foi apresentado sexta-feira, na Sala de Atos do Teatro Municipal de Bragança, com sala cheia.

“Tenho, desde 1970, um Observatório do Desenvolvimento dos Concelhos do Distrito de Bragança. À medida que saem os censos, faço uns cálculos dos chamados índices de desenvolvimento e consigo saber qual é o progresso maior ou menor, normalmente menor do que aquilo que se desejava, dos concelhos. E agora pôs-se o problema: passaram-se 50 anos da democracia, primeiro, qual era a situação em 1974? Para isso tive que utilizar os instrumentos estatísticos que me permitiram estimar os valores de 1974 nos mais variados indicadores, económicos, sociais, ambientais, culturais, etc., que me permitiram saber qual era a situação. Era a estagnação, era a pobreza, era miséria autêntica e, enfim, a única possibilidade que muitos nordestinos tiveram foi emigrar. Saíram. E há que os louvar porque foi uma emigração de sucesso, de muito sucesso. Depois pôs-se um outro problema. Se, eventualmente, o Estado Novo tem continuado, será que a evolução em 2021 que são os últimos dados de que disponho, seria a mesma ou seria muito semelhante? E antes de responder à questão, também fiz a mesma coisa para 2021, mas aí já com valores exatos, e verifiquei que tinha havido, enfim, um relativo progresso, se assim se pode dizer. Só para ter uma ideia, em 1974, o Concelho de Bragança era o único que estava no patamar de desenvolvimento, do índice de desenvolvimento que eu calculo, era o único que estava positivo, com um número quase insignificante, mas positivo, de 0,2. Em 2021, o índice de Bragança já era de 5,8”, explicou Francisco Cepeda. 

O autor recorda que “em 1974, os índices de desenvolvimento eram muito maus”. “Os menos maus, se assim se possa chamar, eram os de Mirandela, não quero agora mentir, mas era -10, e o de Macedo Cavaleiros -14. Os outros é para esquecerem, eram maus demais”, frisa.

Caminhos para o futuro

Segundo Francisco Cepeda, há uma série de condições que serão fundamentais para o sucesso da região e que são indicadas no livro. 

Apresentação

 

(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)

 

Oferta para Assinantes

Cartão Moeve