Jorge Novo

Entre Bragança e Puebla, uma promessa que (não) pode ficar pelo caminho

Por estes dias, soube-se que a estrada de ligação entre Bragança e Puebla de Sanabria obteve a Declaração de Impacto Ambiental favorável, embora condicionada, mas perdeu o financiamento do PRR.
Tal informação deve ter deixado cada um de nós com um sentimento ambivalente: por um lado, parece estar a abrir-se uma porta, por outro, percebe-se que a chave passou para outras mãos.


Arte que obriga a pensar

Em Londres, na Waterloo Place, coração simbólico de uma cidade de muitos e belos monumentos e memórias do poder, o artista Banksy voltou a fazer o que melhor sabe: interromper a paisagem e o corre-corre da vida para obrigar a pensar.
A sua nova escultura, ali instalada sem autorização, representa um homem de fato, que avança sobre um pedestal enquanto uma grande bandeira lhe cobre o rosto, com um pé já fora dele e a dirigir-se ao vazio.


A escola inclusiva: entre a lei e a sala de aula

Em Bragança, como na maior parte das outras escolas do país, a sala de aula já não é o espaço previsível que durante anos julgámos conhecer. Hoje, entrar numa turma é encontrar ritmos diferentes, atenção desigual e necessidades que não cabem num modelo único. É uma mudança que se sente no dia a dia, nas conversas com colegas, nas perguntas dos pais e nas reações dos próprios alunos.


Cada um por si

Há datas que não são meros dias de calendário, como são o Natal, o Carnaval, a Páscoa, pois convocam-nos às memórias, às raízes, às tradições e cultura, enfim à nossa identidade.
Portanto, é natural e compreensível e até louvável que, à volta do imaginário coletivo e valor que traduzem, as Câmaras Municipais mobilizem recursos para organizar eventos para afirmar o território, dinamizar o comércio local e fortalecer o turismo, numa estratégia de valorização territorial e económica.


Bragança perante o novo futuro

O ano de 2025, foi especialmente marcante para Bragança, num exercício de contrastes, desde logo pela vitória de Isabel Ferreira e do Partido Socialista nas eleições autárquicas, mas também por se ficar a saber que alguns projetos estratégicos, materiais, não viram a luz do dia e que poderiam ter marcado uma evolução positiva em diferentes sectores, contribuindo para o desenvolvimento territorial do concelho.


Nunca aprendemos com os erros!

Em cada Verão, nos últimos anos, Portugal confronta-se com a mesma tragédia: localidades cercadas pelas chamas, famílias em aflição de perder casas, terrenos, animais, modo de vida, a vida!
É atroz. Não há palavras. No fim, a sensação amarga de que nunca aprendemos com os erros.
Continuamos a perguntar como é possível, outra vez? A resposta é simples: porque não aprendemos com os erros. Falta prevenção, falta investimento, falta coragem.


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