"A ferrovia é urgente, com ligação à Sanábria"
Mensageiro de Bragança: Porque decidiu candidatar-se?
Octávio Pires: O único partido cujos princípios se enquadram na minha forma de viver é o PAN e achei que, devido à urgência em que o planeta se encontra, não podia ficar a ver "sentado" sem nada fazer.
MB.: Que diagnóstico traça do distrito de Bragança?
OP.: Bastante pobre. Podíamos e devíamos ter um território onde a floresta e sobretudo a autóctone fosse regra e não um território vasto onde as nossas serras cada vez mostram mais solos degradados e apenas alguma vegetação vai sobrevivendo. A diversidade biológica é cada vez menor. Algumas pessoas continuam agarradas a ditas "tradições" cruéis não tendo lugar neste século. Falta-nos uma cultura evolutiva.
MB.: Que medidas considera prioritárias tomar para o distrito de Bragança caso seja eleito?
OP.: A ferrovia é urgente com ligação à Sanábria, à linha de alta velocidade de Espanha. Planos de Florestação individuais a cada serra com uma longevidade de pelo menos cinquenta anos. Internet disponível e com velocidade que permita aos jovens não perder o comboio da informação. Apoio e se necessário individual a todos os idosos do distrito. Centro de saúde abertos todos a noite na sede dos concelhos. Despoluir todos os rios do distrito.
MB.: O que considera fundamental mudar para melhorar a agricultura e a vida dos agricultores do distrito de Bragança?
OP.: Os poucos agricultores que ainda subsistem com actividade principal na agricultura, as estes pediam que enveredassem pela agricultura biológica, onde os apoios a fundo perdido são maiores e a produção é praticamente igual, mas onde os ganho ecológicos são acentuados.
MB.: Como viu o negócio da venda das barragens da EDP? Considera que tudo foi feito para defender os interesses dos transmontanos?
OP.: É evidente a falta de transparência desta operação, e o silêncio do governo só acentua a razão que nós transmontanos temos em reivindicar as importância nos imposto que nos são devidas.
MB.: O que pensa da regionalização? Considera que deveria ser discutida na próxima legislatura?
OP.: Sim devia ser discutida mas com todos os cenários em cima da mesa e expostos com clareza de forma que os portugueses em consciência possam decidir.
MB.: Ao nível da saúde dos transmontanos, o que mais o preocupa?
OP.: Preocupa-me, sobretudo, o isolamento a que são votadas as populações mais distantes das cidade, não tendo muitas vezes acesso aos cuidados mínimos de saúde. A saúde preventiva praticamente não existe no nosso distrito. As especializações que perdemos em detrimento de Vila Real, exemplo da oftalmologia em que o doente tem de se deslocar a Lamego.
MB.: Para sair da crise económica que adveio da pandemia, que medidas considera prioritárias para a região?
OP.: É prioritário apostar numa produção alimentar de proximidade com apoios aos agricultores na venda dos seus produtos e isentando-os de qualquer taxa ou imposto. As câmaras municipais assim como o estado devem apoiar o pequeno comércio, a pequena empresa familiar e as famílias mais carentes. Todos devemos apostar na economia verde aumentando de forma significativa a produção de energia para auto consumo, isolamentos das habitações e práticas de vida mais sustentáveis.