Escuteiro de Bragança eleito dirigente da Confederação Portuguesa do Voluntariado
Miguel Salgado, dirigente do Agrupamento 18 dos Corpo Nacional de Escutas, em Bragança, foi eleito recentemente dirigente nacional da Confederação Portuguesa do Voluntariado.
Trata-se de uma Organização Não Governamental portuguesa que integra 41 entidades coletivas privadas com sede ou atividade no território nacional, representativas ou promotoras do voluntariado.
Criada a 19 de janeiro de 2007, tem como finalidade representar os voluntários em Portugal e as respetivas organizações, quaisquer que sejam os seus domínios de atividade, e contribuir para a defesa dos respetivos direitos e interesses.
Dos sete elementos que compõe a direção, Miguel Salgado é o único não residente em Lisboa.
"Houve a intensão de diversificar um pouco", explicou ao Mensageiro.
O mandato é de quatro anos.
Miguel Salgado frisa que a situação na Ucrânia já está a ser abordada pelas confederadas.
"Na última reunião percebemos o que as nossas confederadas estão a fazer no terreno.
A CPV tem assinalado com interesse todo este empenho e temos já uma linha de trabalho com uma empresa financeira, que vai doar 15 mil euros direcionados para os escuteiros da Polónia e da Roménia, que estão a ajudar a acolher refugiados", explicou.
A CPV é membro efetivo do Centro Europeu de Voluntariado (CEV), uma plataforma europeia nascida em 1992 que conta com mais de mais de 60 organizações dedicadas à promoção do Voluntariado a nível europeu, nacional e regional. A visão do CEV reflete-se numa Europa em que os voluntários são centrais na construção de uma sociedade coesa, sustentável e inclusiva, baseada na solidariedade e na cidadania ativa.
A CPV realiza parte do seu trabalho operacional através de três Grupos de Trabalho (GT), cuja missão consiste na concretização do Plano de Ação Estratégica da CPV nas áreas correspondentes e na prestação de um apoio direto ao trabalho desenvolvido pela Direção. Assim, o Grupo de Trabalho 1 foca-se na Formação, Investigação e Produção de Conhecimento; o Grupo de Trabalho 2 na Monitorização de práticas de Voluntariado e Relações Externas; e o Grupo 3, a CPV Jovem, na Promoção do Voluntariado Jovem.
Escutismo tem estado a crescer em Bragança
Dirigente do Agrupamento 18, em Bragança, que este ano celebra 98n anos de existência, Miguel Salgado frisa que o movimento de escutas está a crescer no concelho de Bragança.
"O Agrupamento 18 voltou a ter interesse reforçado dos mais novos, Lobitos e Exploradores, apesar de ter havido acerto por parte dos mais velhos, os caminheiros. Ainda assim crescemos. Passámos dos 115 para 126 este ano.
É um número que nos obriga a empenhar-nos mais.
É o número maior dos últimos 50 anos", sublinhou o mesmo responsável.
Lembrando que "o Agrupamento teve fazes muito boas", recordou que Bragança teve três agrupamentos na década de 90.
"Temos tido um crescimento sustentado, graças a Deus e ao esforço dos nossos dirigentes. Dá aos pais um espaço de crescimento seguro para os seus filhos. É para isso que nos temos batido", frisou Miguel Salgado.
"A nível regional temos mantido os números, à volta dos 450 inscritos", acrescentou.
Ou seja, os números indicam que o Agrupamento de 18 é dos mais representativos a nível regional.
"Mais de 25 por cento dos escuteiros da região são do Agrupamento 18. Gostava que fossemos o mais pequenino. Era sinal que devíamos trabalhar mais ainda. Mas é o que temos. Os outros agrupamentos têm situações difíceis, com comunidades mais pequenas, mas também estão a fazer o seu trabalho", destacou.
A sede do Agrupamento 18 mantém-se na antiga escola primária do Toural, em Bragança, mas não tem estado livre de dissabores.
"Vamos fazendo renovações. Recentemente, sofremos uma situação de vandalismo. Uns miúdos saltaram os muros e atiraram pedras aos vidros e causaram um prejuízo de cerca de 500 euros", concluiu Miguel Salgado.