Torre de Moncorvo

Agricultor com prejuízos de cerca 120 mil euros de prejuízos na Foz do Sabor

Publicado por Francisco Pinto em Seg, 02/09/2026 - 17:22

Um produtor agrícola do concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, contabilizou prejuízos de cerca de 120 mil euros na sua exploração, junto à foz do Sabor, onde o leito do rio subiu cerca de quatro metros.

Mário Martins disse que tem prejuízos de cerca de 120 mil euros na área de laranjal, sistemas de rega e equipamento de apoio à produção agrícola, tornando-se numa soma avultada.

“Sou proprietário de 12 hectares de terreno de cultivo junto à foz do rio Sabor e choveu cinco vezes mais que em anos anteriores, o que se tornou num ano muito complicado para toda a gente”, vincou.

Mário Martins já contabilizou mais de 600 mil euros de prejuízos só nesta exploração agrícola desde 2013, garantindo que nunca ninguém olhou para os seus prejuízos e que não tem tido apoios.

“As laranjeiras não vão aguentar tanta água e, estando submersas, temo que num período de 10 dias as raízes fiquem contaminadas ou apodreçam, o que leva à perda das árvores de fruto e, consequentemente, do rendimento. Outra das precauções é todo o sistema de rega e sistemas de apoio que ficam estragados ou gravemente danificados”, relatou.

O produtor mostrou-se revoltado e aponta o dedo às entidades públicas que não se mostram disponíveis em resolver os problemas dos agricultores.

“Estou revoltado e de mãos atadas porque as pessoas não veem os prejuízos que os agricultores têm, sendo o mais grave, quando fazemos um ponto de situação. Há aqui falta de responsabilidade das entidades públicas para este setor e dos nossos governantes. Em Portugal não há responsabilidade. Só espero ser contado e que os problemas não se resolvam só nos gabinetes”, frisou.

O agricultor tem outras propriedades onde colhe produtos essencialmente hortícolas, junto à ribeira de Vilariça, também no concelho de Torre de Moncorvo, onde a água galgou as margens devido à falta de limpeza por partes entidades competentes e destruiu a produção.

“Este é nosso sustento de vida. Estamos fartos de gastar dinheiro e sem ver os problemas resolvidos”, enfatizou.

Mário Martins recua ao ano de 2005, onde o cenário de destruição foi idêntico.

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