Novo Papa e eleições autárquicas marcaram o ano de 2025 no Nordeste Transmontano
A morte do Papa Francisco e a eleição do novo Papa, Leão XIV, foi um dos acontecimentos marcantes do ano 2025. Mas, no Nordeste Transmontano, as eleições autárquicas, que trouxeram uma mudança no poder nos concelhos de Bragança e Macedo de Cavaleiros foram acontecimentos em destaque no ano que agora findou.
O ano começou com uma operação de buscas de um turista portuense, com cerca de 80 anos, que desapareceu na serra de Montesinho após um passeio a pé, na aldeia de Vilarinho.
As operações de busca envolveram bombeiros, GNR e escuteiros mas foram infrutíferas. Um ano depois, continua sem haver notícias do homem.
Na Igreja, o mês de janeiro ficou marcado pela abertura da Porta Santa, na Catedral, referente ao ano jubilar que se viveu em 2025.
As notícias das investigações ao antigo presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, também fizeram correr muita tinta no primeiro mês do ano.
Em fevereiro foram conhecidas as nomeações para o Centro de Emprego e Formação Profissional e pela chegada do novo Comandante Distrital da PSP.
Mas o mês de fevereiro trouxe, também, novidades no processo de escolha do candidato do PSD à Câmara de Bragança.
Depois de uma troca de comunicados entre a concelhia e a distrital do PSD em janeiro, o mês de fevereiro trouxe fumo branco e Paulo Xavier acabou mesmo por ser aprovado na Distrital.
O processo viria a deixar feridas abertas, que passariam fatura mais à frente.
Mogadouro torna-se a quinta cidade do distrito
No mês de março, a notícia da elevação da vila de Mogadouro a cidade, a quinta do distrito, juntando-se a Bragança, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros e Mirandela.
Ainda em março, mais uma notícia a envolver um caso fatídico na saúde no Nordeste Transmontano. Depois dos problemas provocados em novembro de 2024 por uma greve na Função Pública, em março o atraso no socorro está ligado a mais uma morte.
Em abril, a inesperada queda do Governo reordenou as expectativas políticas na região: Isabel Ferreira, à data deputada, já se tinha comprometido com a candidatura pelo PS a Bragança e ficou fora da lista de candidatos a deputados, substituída por Júlia Rodrigues, que abandonava, assim, a Câmara de Mirandela.
Também em abril se ficou a saber que o distrito de Bragança é o mais seguro do país.
No final de abril, por alturas da Semana Santa, o Papa Francisco partiu para a Casa do Pai.
O mês terminou com um apagão generalizado em Portugal e Espanha, que parou a Península Ibérica.
Leão XIV acabaria eleito Papa em maio, após um processo que demorou poucos dias.
Ainda em maio, as eleições legislativas deram a vitória à AD, que elegeu os mesmos dois deputados (Hernâni Dias e Nuno Gonçalves) contra um do PS (Júlia Rodrigues).
O mês de junho ficou marcado pelas mortes nas estradas do distrito de Bragança e pelo aquecer de motores da campanha para as autárquicas.
Em julho, D. Nuno Almeida ordenou mais um sacerdote para a diocese de Bragança-Miranda. O fogo voltou ao Parque Natural de Montesinho, um ano depois, com consequências ainda mais gravosas. Era o primeiro grande incêndio do ano.
O mês de agosto foi animado pela pré-campanha eleitoral autárquicas. A tragédia abateu-se sobre um lar de idosos em Mirandela, com um incêndio a ceifar seis vidas.
Em setembro, Bragança despediu-se do histórico edifício da Moagem Mariano, no centro da cidade.
O mês de outubro ficou marcado pelas eleições autárquicas e pelas vitórias de Isabel Ferreira (PS) em Bragança e Sérgio Borges (PSD), em Macedo.
Os ataques de lobos e uma surpresa no executivo de Isabel Ferreira marcaram o mês de novembro.
O ano terminou com uma guerra aberta entre o Executivo da Câmara de Bragança e a oposição PSD pelo aumento do preço da água. No Brigantia Ecopark, Alex Rodrigues despediu-se após oito anos, rumou à UTAD e deu lugar a Jorge Humberto
