Nordeste Transmontano

Projetos do distrito premiados pela Fundação La Caixa destacam-se na inovação

Publicado por GL em 30-09-2026 16:14

São 16 os projetos e ideias do distrito de Bragança premiados na oitiva edição do Programa Promove, da Fundação” la Caixa”, BPI e FCT, que este ano atribuem cerca de 6 milhões de euros a 55 iniciativas em apoios a fundo perdido a iniciativas destinadas a impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões do interior de Portugal.
Nesta edição foram escolhidos 32 projetos e 23 ideias inovadoras que visam impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões do interior de Portugal.

Entre os premiados estão projetos que procuram responder a desafios como as alterações climáticas, a valorização dos recursos locais, a conservação da biodiversidade, o envelhecimento da população e o acesso a cuidados de saúde, recorrendo também à biotecnologia, à inteligência artificial e a outras soluções tecnológicas.

Desde o lançamento, em 2018, o Programa Promove mobilizou já cerca de 29,4 milhões de euros em apoios a fundo perdido, beneficiando 164 projetos e 90 ideias inovadoras.

Da lista dos vencedores fazem parte 12 projetos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) mobilizadores, 20 projetos-piloto e 23 ideias inovadoras. No total, a edição de 2026 recebeu 184 candidaturas, sendo 104 candidaturas a projetos-piloto, 31 candidaturas a projetos de I&D mobilizadores e 49 candidaturas a ideias inovadoras. Só a Universidade de Bragança viu distinguidas mais de uma dezena.
Em Vimioso, o projeto INOVTHERM pretende valorizar a água termal local através do desenvolvimento de uma solução de irrigação nasal de base termal para ajudar a prevenir ou mitigar problemas respiratórios em bombeiros, com potencial de aplicação a outros grupos ocupacionais e à população em geral.
A empresa de Mogadouro Mogaricus Cogumelos, Sociedade Unipessoal Lda propôs um projeto para obtenção de cogumelos biofortificados com B12, através de uma abordagem biotecnológica baseada na síntese bacteriana in situ. A APPITAD desenvolveu um projeto para validar um modelo de previsão do risco, integrando dados biológicos, temporais e de paisagem microclimáticos e paisagem que permitirá relacionar a dinâmica da praga com a desvalorização da cortiça.
O Centro de Investigação e, Digitalização e Robótica Inteligente da Universidade de Bragança propõe o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica integrada para a monitorização inteligente da fauna selvagem e a deteção precoce de incêndios florestais.
O Centro de Investigação da Montanha-CIMO da Universidade de Bragança tem como objetivo valorizar a lenhina, um componente da biomassa vegetal, através da sua conversão em ingrediente natural multifuncional para o mercado da biocosmética.

Entre as 23 ideias inovadoras desenvolvidas por estudantes do ensino superior, encontram-se propostas que cruzam ciência, sustentabilidade e valorização dos recursos locais. É o caso da SativaWool, do Instituto Politécnico de Bragança, que pretende combinar o ouriço da castanha, atualmente um resíduo florestal, com a lã produzida em Trás-os-Montes para desenvolver um novo fio têxtil funcionalizado.

O concurso anual atribui apoios a fundo perdido a projetos-piloto, projetos de I&D mobilizadores e ideias inovadoras desenvolvidas por estudantes universitários. Os projetos-piloto e as ideias centram-se nas áreas de gestão dos recursos naturais, criação ou consolidação de polos de atividade e inovação empresarial, e valorização do património material e imaterial. Já os projetos de I&D mobilizadores incidem em domínios estratégicos para o desenvolvimento dos territórios do interior, nomeadamente as águas termais, parques e reservas naturais, estudos sobre riscos biológicos e promoção de novas culturas e produtos naturais.

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