Penálti nos minutos finais deixa FC Mãe d’Água sem pontos na estreia no Nacional de Sub-17
O Futebol Clube Mãe d’Água perdeu, este domingo, por 2-1, no terreno do Sporting Clube de Braga B, na jornada inaugural da Série A da 1.ª Fase do Campeonato Nacional de Sub-17 da 2.ª Divisão.
A formação bracarense chegou à vantagem aos 35 minutos, por João Freire, na sequência de um lance de bola parada. O FC Mãe d’Água reagiu após o intervalo e restabeleceu a igualdade aos 76 minutos, por Gonçalo Fernandes.
O encontro ficou decidido aos 88 minutos, num lance 'polémico' que motivou os protestos dos transmontanos. O árbitro assinalou uma grande penalidade a favor do Braga B, com Sani a converter o castigo máximo e a fixar o resultado em 2-1.
Na análise ao encontro, José Alves considerou que o marcador não traduz o equilíbrio verificado ao longo da partida e lamentou a falta de eficácia da equipa nos primeiros 45 minutos. “O resultado não espelha o que se passou dentro das quatro linhas. Foi um jogo muito disputado, entrámos muito bem no jogo, tivemos três oportunidades quase de baliza aberta, mas não fomos competentes o suficiente para meter a bola lá dentro. Foi um primeiro tempo muito equilibrado, muito dividido.”
O treinador brigantino realçou a capacidade de reação após o intervalo e o impacto das alterações introduzidas na equipa. “No início da segunda parte, voltámos a entrar com a mesma dinâmica, a controlar o jogo, muito equilibrados. As substituições funcionaram e fomos para cima, conseguindo o empate.”
José Alves partilhou, ainda, a sua perplexidade sobre a decisão que resultou na grande penalidade. “Numa transição, surge um penálti que, honestamente, deixa muitas dúvidas. Fomos à procura do empate perante um Braga a defender o resultado, mas não conseguimos mudar o desfecho do jogo.”
Apesar da derrota, o técnico retirou indicadores positivos da prestação da equipa e apontou uma evolução relativamente aos encontros anteriores. “Foi uma boa resposta que a nossa equipa mostrou e mostrou evolução em relação aos últimos jogos que temos feito.”
José Alves alertou, contudo, para o nível de exigência da Série A, que considera a mais competitiva das séries da prova, e para a necessidade de adaptação dos jogadores ao ritmo do futebol nacional. “É uma série extremamente complicada e complexa, aliás, é a série mais difícil de todas, a Série A, onde temos praticamente cinco ou seis equipas de Primeira Liga, com estrutura de Primeira Liga. A equipa mostrou que tem argumentos para competir nesta série, mas vai ser extremamente difícil.”
O treinador sublinhou ainda a diferença de intensidade entre o campeonato distrital e o nacional, colocando o desenvolvimento da equipa como prioridade nesta primeira fase. “O nosso objetivo é evoluir, é fazer com que a equipa cresça de jogo para jogo. Esta primeira fase é para a equipa evoluir, perceber que as provas do Distrital de Bragança não nos dão competitividade e andamento para jogar no Nacional. Temos de ganhar esse andamento agora. Esse ritmo competitivo que o Nacional exige, as nossas equipas no nosso distrital não conseguem. Não é fácil para nós. Obriga-nos a trabalhar muito.”
O FC Mãe d’Água procura os primeiros pontos na competição no próximo domingo, diante do Santa Maria FC, em partida da 2.ª jornada da Série A.
Foto: FCMA
