Bragança

Feira do livro regressou após uma década e pode ser “a melhor de Trás-os-Montes”

Publicado por António G. Rodrigues em Sex, 06/05/2026 - 12:20

A Feira do Livro regressou ao centro da cidade de Bragança uma década depois da anterior edição, mas agora no espaço Polis e com 12 expositores livreiros, sendo que apenas dois deles eram brigantinos.

Ainda assim, a autarquia fez um balanço positivo, até pela boa afluência que se registou ao longo dos três dias do evento.

“O balanço foi extremamente positivo. O feedback que recebemos é de muito agrado dos participantes e o local escolhido é uma mais valia”, sublinhou o vice-presidente da Câmara, Pedro Rego, em declarações ao Mensageiro. O mesmo responsável sublinhou que ao nível da “programação houve sempre salas cheias, quer na parte infantil quer para o público mais adulto”.

“Tivemos uma média de 650 crianças durante as manhãs e início de tarde. Salas sempre cheias na tenda para as apresentações dos livros e conversas literárias. Esgotámos os sacos para ofertas (1000).

Os livreiros saíram contentes com o volume de negócios”, enalteceu.

Sobre a ausência da generalidade dos livreiros da cidade, Pedro Rego sublinhou que foram todos convocados. “Fizemos convocatória para todos os livreiros da cidade, estiveram os que entenderam estar”, apontou.

“Muitas vezes, não têm disponibilidade logística para ter lá pessoas o dia todo ou criar stocks específicos para a feira.

Se não acreditavam que se pudesse fazer negócio, estiveram enganados. O negócio fez-se e foi muito produtivo”, garantiu.

De facto, Ana Gonçalves, da livraria Anitta Pirulita, um novo espaço aberto em novembro de 2025, na rua de Vale D’Álvaro, mostrou-se satisfeita com a primeira participação.

“É a primeira vez que estamos numa feira de livro e está a ser muito bom”, disse ao Mensageiro.

Dedicada, sobretudo, à literatura infantil, a Anitta Pirulita nasceu de um projeto familiar.

“Nasceu por amor pelos livros que têm os meus filhos. Nós já frequentávamos este tipo de livrarias fora e eu depois dei o meu clique e disse: olha, se calhar era uma boa aposta para Bragança porque não há. E como eu, muitas famílias tinham que ir fora e foi assim que nasceu”, contou.

O projeto tem estado a crescer. “Vamos iniciar agora a parte juvenil. Temos uma pequena seleção de adultos, mas, para além disso, temos também sessões de histórias e oficinas criativas, maioritariamente aos fins de semana, para que as famílias possam participar”, concluiu.

O investimento da autarquia nesta edição rondou os 40 mil euros, “um valor semelhante ao que se investia no Festival Literário”, apontou Pedro Rego.

O vice-presidente da autarquia vê “potencial para fazer a melhor feira do livro de Trás-os-Montes”.

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