Nuno Moreno

 
 

A Inadmissível Desqualificação do Campo do 30

Falemos do Campo do 30.
Parca e confusamente objeto de notícia, alvo de sóbria e relutante prestação de informação, ainda assim, lá fomos, edil sem pelouro, em busca do que se passa…
Então é assim:
A recente decisão de mudar o palco dos grandes festejos de Bragança, como, por exemplo, do Eixo Atlântico, por altura das Festas da Cidade, para o emblemático Campo do 30, surge, inopinadamente, como uma escolha política isolada, tomada a solo e envolta em secretismo.


O regulamento de apoios às Juntas: uma vitória do poder local democrático!

Na reunião de câmara de 24 de abril de 2026 foi deliberado, por unanimidade, a aprovação da submissão a consulta pública do Projeto de Regulamento de Apoio às Juntas de Freguesias.
Esta conquista não nasceu hoje. É o resultado de um caminho de perseverança que remonta ao mandato de 2017-2021, e, antes deste.
Mas, foi naquele mandato que a vereação socialista, através de uma voz ativa e conjunta com a, então, colega vereadora, Maria da Graça Sá Morais, batalhou, com afã, na propositura de um regulamento.
Debalde! Até hoje!


O Futuro do Poder Local: Os Eixos estruturantes, com Transparência, Escrutínio e Autenticidade

Bragança assinalou, recentemente, os 50 anos de poder local com a realização do I Fórum do Poder Local – “50 Anos de Conquistas”, uma iniciativa da Assembleia Municipal que merece o mais vivo aplauso e elogio.
Ao abrir este espaço de debate, a Assembleia não se limitou ao protocolo; teve a coragem de promover o confronto necessário entre o modelo herdado em 1976 e as exigências de 2026.
Este fórum deixou um diagnóstico claro: a nossa democracia precisa de renovação, só alcançável através de uma Reforma Autárquica profunda, e que deve assentar em eixos estruturantes.


Bragança e a Mordaça: Quando a Liberdade de Imprensa Vira Crime de Perseguição

Recentemente, alguém me contava uma história, a de que, para além de Bragança, só conhecia uma outra cidade (que por respeito não mencionarei) onde, por conta do Poder instituído, as pessoas têm real medo de falar, de expôrem as suas ideias ou de assumirem uma opinião divergente, com receio de represálias, de serem “encostadas”, ou de já não conseguirem aquele lugarzinho…
É desolador perceber que Bragança é comparada a esses redutos de silêncio forçado, onde a expressão “quem se mete com o Governo leva” passa a regra.


A democracia em Bragança: Quo Vadis?

Saía eu da última sessão da Assembleia Municipal, ainda com o eco do “golpe de teatro” a ressoar nos corredores, quando alguém se abeirou de mim. A expressão, de desalento, e o desabafo, seco e direto, fez-me fixar o olhar: “Nuno, isto vai de mal a pior. Em Bragança já não se consegue falar, nem respirar.”
Este desabafo não foi apenas um comentário de circunstância; foi o diagnóstico de uma democracia local que está em dificuldade, em défice de exercício.
São vários os apontamentos desta asfixia democrática:


Os Três últimos Pecados Mortais da “Nova” Bragança: Nomeações ad hoc, Exclusão e Imprudência

Em Bragança, recentemente, assistimos a uma trilogia de erros, autênticos pecados mortais, contra a transparência, a democracia e a economia local.
O primeiro pecado é o da “trapalhada jurídica”, em torno das nomeações feitas em Janeiro, pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Bragança (PCMB) para cargos de direção intermédia de 3.º grau, para, um mês depois, pedir à Assembleia Municipal que aprove os critérios de recrutamento para esses mesmos cargos, por meio de ratificação.
Ou seja, colocar o carro à frente dos bois.


O Ciclo Autárquico 2025-2029: O Orçamento da Amnésia e a Fragilidade de uma Minoria

Diz o povo, na sua infinita sabedoria, que “promessas leva-as o vento, mas o juízo as traz de volta”.
Em Bragança, no que toca ao Orçamento Municipal (OM) e às Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o vento arredou longe as promessas, mas o juízo não parece decidido a fazê-las voltar!
No OE e GOP a 1ª mensagem é clara: gasta-se cada vez mais para manter a máquina a funcionar e investe-se menos no futuro do concelho:
Um aumento de 10,03% (€3.295.965,00) nas despesas de funcionamento
Um aumento de 10,75% (€16.485.420,00) nas despesas de pessoal


A Câmara e o Rumo Perdido: Entre a Aura Nacional e o Desnorte Local

A governação de um concelho, como o de Bragança, não pode ser um projeto a solo, despernado ou desconexo, ou de uma cara só! E, definitivamente, do que não precisa é da errância e da incerteza no estilo e gestão da res publica .
Exige, antes, estabilidade, uma equipa coesa e, acima de tudo, o respeito pelos princípios e valores que levaram à vitória nas urnas.
No entanto, quem observa o dia-a-dia da Câmara de Bragança sente hoje uma estranha desconexão entre o que se prometeu e o que se pratica.


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