Nordeste Transmontano

Associação de Estudantes Africanos lamenta “irresponsabilidade” por parte de jovens estudantes

Publicado por AGR em Seg, 2020-07-13 15:55

É com “descontentamento e inquietação” que a Associação de Estuantes Africanos de Bragança (AEAB) se vê “confrontada com comportamentos menos adequados adotados por alguns elementos” da comunidade “no que diz respeito “às medidas de segurança e prevenção da transmissão do novo coronavírus”.

“Esta associação tem feito tudo o que está ao seu alcance para, juntamente com as autoridades competentes (Delegação de Saúde Norte SNS, Proteção Civil de Bragança/Mirandela, PSP de Bragança/Mirandela, entre outros), prevenir e minimizar os focos de contágio atualmente existentes na região. Porém, estas medidas têm sido colocadas em causa por irresponsabilidade de alguns elementos da nossa comunidade, que assim nos colocam em situação difícil face ao IPB e às comunidades de Bragança e Mirandela”, lê-se no comunicado daquela associação, assinado pelo presidente Wanderley Antunes.
O presidente da AEAB deixa ainda um apelo.

“Mais uma vez apelamos ao bom senso, responsabilidade e empatia da nossa comunidade, evitando, assim, os comportamentos de risco de contágio que, consequentemente, colocam em causa a saúde pública em geral e, em risco de morte, pessoas mais vulnerável, que nada podem fazer para o evitar (pais, mães e avós como os nossos)”, lê-se.
Wanderley Antunes diz que “ainda não estamos em tempo de nos juntarmos todos no bar/café/restaurante/casa/campos polidesportivos, entre outros locais, e sem os cuidados devidos”.

“Evitar aglomerações, o uso obrigatório de máscaras, desinfeção das mãos e distanciamento social são as nossas principais armas contra o inimigo comum”, alerta.
Por outro lado, “se todos queremos a nossa liberdade, temos de respeitar as regras e a liberdade dos outros também. Não há liberdade sem regras nem quem tenha direitos sem deveres”, frisa.

Wanderley Antunes realça, ainda, o “trabalho incansável e cooperativo com todas as entidades competentes com vista a auxiliar os que atualmente estão na situação de confinamento obrigatório”.

“Os nossos países confiam em nós como os mais dignos representantes de cada uma das nações africanas de onde somos originários. Não defraudemos essa confiança. África merece que saibamos estar à altura desta grave situação mundial, que precisa do esforço de todos nós para ser ultrapassada”, diz, ainda, o comunicado.
O mesmo documento conclui com a garantia de que será dada toda a colaboração às autoridades na identificação dos infratores.