César Rodrigues

Fanatismos e liberdade de expressão

A defesa da liberdade sem limites para o Charlie Hebdo passou ser o politicamente correto nos últimos tempos, sobretudo nas camadas ditas mais letradas e eruditas, o que me parece duma hipocrisia atroz.
 
1 - Efetivamente, após os atentados contra o jornal Charlie Hebdo apareceu muita gente a dizer-se «Charlie», querendo com isso significar não apenas a condenação dos atentados terroristas dos fanáticos islâmicos, mas também a afirmação duma liberdade de expressão sem qualquer espécie de limites.


O fanatismo islâmico

Talvez nunca se tenha falado tanto de fanatismo como nos últimos dias por causa da matança no Charlie Hebdo. No entanto, em lado nenhum vi um comentador que explicasse ou definisse o conceito de fanatismo. Por isso, gostaria de, nesta breve análise, começar por aqui.
 
1 – Para mim, o fanatismo implica 3 características ou pressupostos:
1.1 – No plano do conhecimento, o fanático está convencido de que as suas convicções são as únicas «verdadeiras», sendo falsas todas as outras.


O colapso do liberalismo: I - A crise de 1929 e o «New Deal»

Há dias, o Canal Odisseia transmitiu o documentário «Os ladrões do sonho americano», que, apoiando-se em factos devidamente documentados, aborda as crises de 1929 e 2008. Nesta edição abordo a crise de 1929 e a sua superação através do chamado «New Deal», deixando para a próxima edição a crise de 2008.
No crash bolsista de 1929, os factores mais importantes a considerar são os seguintes:


A «cegueira de escolha», o futebol e a política

A Psicologia tem vindo a aprofundar, cada vez mais, de uma forma experimental, os seus estudos a respeito da percepção e dos mecanismos psicológicos das escolhas e das decisões.
Num desses estudos, eram mostradas, aos voluntários do mesmo, as fotos de duas pessoas diferentes. Cada voluntário devia indicar o rosto mais atraente, após o que, sem que ele se apercebesse, eram trocadas as fotos, pedindo-se-lhe que justificasse porque escolhera aquela foto (que não fora a escolhida, mas a rejeitada).
E só 1 em cada 5 voluntários é que se apercebia da troca.


Resposta a um jornal

Na sua penúltima edição, o «Jornal Nordeste» publicou o seguinte texto: “Mercador – Há um padre na diocese de Bragança que aproveita as missas para vestir a pele de promotor de vendas. Oh senhor padre, olhe que os fiéis ainda se lembram que Cristo expulsou os mercadores do templo … Então não lhe ensinaram isso em Roma?!”
Este texto merece-me as seguintes considerações:


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