Estudo da ULS revela que adolescentes de Bragança dormem cada vez pior
Dormem mais horas, mas pior do que há quatro anos, os jovens do distrito de Bragança, muito por causa do uso de dispositivos eletrónicos. Esta é uma das principais conclusões do Projeto AlertaSono, que está em marcha em 11 escolas.
Das conclusões tiradas entre 2022 e 2025, através da aplicação de um questionário de avaliação da qualidade do sono e comportamentos que lhe estão associados, “os resultados evidenciam, de forma geral, pior qualidade do sono”, indicou Ana Sofia Coelho, a enfermeira da Unidade Local de Saúde do Nordesde que coordena o projeto.
Esta tendência, segundo o estudo, “está fortemente associada ao aumento da utilização de ecrãs e às dificuldades na gestão emocional por parte dos jovens”, acrescentou a responsável.
Ana Sofia Coelho lembrou que “dormir é tão vital quanto respirar, mas continua a ser o mais negligenciado dos pilares da saúde pública e da saúde comunitária”. E “onde o descanso falta, as doenças multiplicam-se”, alertou, frisando a importância de um projeto como o Alerta Sono.
Paralelamente, observa-se uma tendência positiva no aumento do número de horas de sono dos adolescentes, aproximando-se progressivamente dos valores recomendados para a sua faixa etária.
