Nordeste Transmontano

Ministro diz que pedido do IPB não será analisado ao mesmo tempo que o do Porto e Leiria

Publicado por Fernando Pires em Qui, 04/30/2026 - 10:18

A proposta do pedido de transformação do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) em Universidade, apresentada pela direção do IPB, em fevereiro, não vai ser decidida pelo Governo, em simultaneo, com a proposta de criação da Universidade de Leiria do Oeste e da Universidade Técnica do Porto, que organizaram processos similares.
Foi esta a resposta do Ministro da Educação, na semana passada, durante uma audição na Assembleia da República, às questões colocadas pelos deputados Hernâni Dias (PSD) e Júlia Rodrigues (PS), ambos eleitos pelo círculo eleitoral de Bragança.

Fernando Alexandre alega que a proposta do IPB, que, em fevereiro, apresentou o Estudo de Viabilidade Económica e em março o Plano Estratégico do Desenvolvimento da futura Universidade, “não tem a mesma maturação” das outras duas instituições de ensino superior. “A criação de uma nova Universidade pública é algo que exige uma maturação e nós temos uma proposta há cerca de dois meses que ainda não foi sequer alvo dos pareceres que são obrigatórios e precisamos ter essa discussão”, acrescenta.

Ainda assim, o Ministro da Educação admite que o Governo “vê com bons olhos essa proposta, nós transmitimos isso à direção do Instituto Politécnico”, conta.

O titular da pasta da educação deixa entender que a proposta tem condições para vir a ser aprovada, tecendo rasgados elogios ao trabalho que tem sido desenvolvido pelo IPB considerando até que, ao nível da investigação, o Instituto Politécnico de Bragança “têm tido um desempenho superior a várias universidades públicas”.

Além disso, adianta Fernando Alexandre, “O Instituto Politécnico de Bragança é uma instituição importantíssima, ou seja, é um dos exemplos que dou sempre, tal como o Instituto Politécnico de Portalegre, que são as duas instituições, do meu ponto de vista, tirando as regiões autónomas, que têm a geografia mais exigente”, frisa. “Bragança é de facto a região mais longe, ou seja, sou de Braga e quando vou a Bragança é longe, quando se vai de Lisboa são cinco horas, e a verdade é que o IPB tem tido um contributo para aquela região absolutamente excecional, seja do ponto de vista da atração e da retenção de talento, seja do ponto de vista da ligação aos desafios que aqueles territórios têm, aos recurso endógenos, e por isso, tem investigação de excelência”, afirma.

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