Exposição de peças raras de Santo António foi alargada
O Museu de Lisboa - Núcleo de Exposição Santo António – decidiu adiar por 20 dias a data de encerramento da exposição temporária inédita dedicada às coleções privadas de Santo António, no Museu e no edifício dos Paços do Concelho, que está patente ao público, desde o dia 2 de junho e que tinha previsto encerrar no dia 21 de setembro.
“O sucesso da exposição, o interesse manifestado pelos visitantes e a relevância dos testemunhos e objetos apresentados levaram-nos a ponderar o prolongamento do período de exibição, permitindo que um maior número de pessoas possa conhecer este projeto e apreciar as peças generosamente cedidas pelos colecionadores participantes”, refere a organização para justificar prolongar a exposição até 11 de outubro.
Esta exposição, “Meu Querido Santo António - Imagens de coleções particulares” pretende “evidenciar o papel fundamental dos colecionadores na preservação, salvaguarda e interpretação de um património extremamente rico”, adianta a direção do Museu no seu site oficial.
A organização convidou 32 colecionadores a ceder uma peça do seu espólio, dando-lhes total liberdade da seleção. Entre este grupo tão restrito, está a mirandelense, Manuela Gândara, professora aposentada.
Entre os colecionadores convidados, estão algumas figuras públicas bem conhecidas como Isabel Angelino, José Carlos Malato, Mário Coelho, Miguel Infante, Miguel Moncada, Tânia Ribas de Oliveira, Vanessa Oliveira, entre outros.
A organização pediu a cada colecionador o empréstimo de uma única peça. “Tinha de ser uma peça que tivesse a certeza de que não havia outra igual e que dignificasse Trás-os-Montes, uma peça em que as pessoas olham para ela e ficam de boca aberta”, conta Manuela Gândara.
É um Santo António, “com 40 centímetros, a dizer missa, com o Menino Jesus ao colo, que tem uma combinação feita com renda manual e tem a cara, as mãos e os pés em cera, o que é raro. Tem a veste franciscana, o borel, e tem depois as vestes, para dizer missa, onde a própria casula é feita em seda natural, trabalhada com fio dourado”, descreve.
Esta é apenas uma das centenas peças que foi adquirindo ao longo dos últimos 32 anos. “Umas foram encomendadas por mim a artesãos, outras fui adquirindo em leilões”, diz.
