Autarcas de Moncorvo e Carrazeda reclamam apoios ao Governo para colmatar prejuízos
Os autarcas de Torre de Moncorvo e de Carrazeda de Ansiães pediram apoios ao Governo para fazer face aos prejuízos do incêndio que deflagrou na freguesia da Cabeça Boa e queimou mais de 3.600 hectares.
O autarca de Torre de Moncorvo, José Meneses, explicou que o seu concelho teve dois incêndios com alguma dimensão, um em julho, que veio de Alfândega da Fé, e o de agosto, que acabou por alastrar a Carrazeda de Ansiães, deixando prejuízos consideráveis.
“O incêndio que começou no nosso concelho, na Cabeça Boa, deixou prejuízos consideráveis em 1.600 hectares de terreno, na sua maioria mato. Contudo, há cerca de 800 hectares de área ardida onde há áreas agricultáveis e outras florestais, como sobreiros, e os proprietários viram as suas as culturas fragilizarem, principalmente no que toca à extração de cortiça”, vincou.
José Meneses referiu que os técnicos do município estão no terreno a fazer o levantamento dos prejuízos para depois os entregar à tutela.
“Vamos fazer pressão para que estes prejuízos resultantes dos dois incêndios no nosso concelho sejam incorporados nos avisos abertos para este tipo de ajudas por parte da tutela, tal como acontecerá nos incêndios de Valpaços [Vila Real] e Mirandela [Bragança]. Queremos justiça e os nossos proprietários também têm de ser ressarcidos face aos prejuízos causados”, vincou.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves , disse que é público que desde o início do mês de agosto que o concelho foi fustigado com fogos que afetaram culturas fundamentais para as atividades económicas dos munícipes, quer seja do ponto de vista agroflorestal ou agrícola.
“Agora, o que é importante é acompanhar a situação e perceber a preocupação das pessoas que sofreram perda de bens e rendimentos por força deste incêndio. Agora vamos fazer chegar os relatórios deste incêndio ao Governo”, disse o autarca.
Este incêndio começou a 16 de agosto e foi dado como dominado no dia 20, envolvendo mais de 500 bombeiros, GNR, militares do Exército, Força Aérea, sapadores florestais, entre outras entidades, apoiados por mais de 150 veículos e vários meios aéreos.
Em 21 de agosto, o ministro da Agricultura referiu que os apoios para os agricultores e produtores afetados pelos incêndios dessa semana no Norte do país dependeriam da dimensão dos fogos e respetivos prejuízos, bem como da velocidade de levantamento de dados.
