Combatentes na guerra de África homenageados com monumento no jardim da Braguinha
Foi inaugurado no passado sábado o monumento de homenagem aos combatentes da guerra em África, instalado no Jardim da Braguinha, em Bragança, para perpetuar a memória dos soldados que morreram. “O país que não reconhece os seus mortos e não revive a sua história - porque não é só feita de vitórias, é feita de derrotas e vitórias- precisa de enaltecer ambas. Foi um momento, para mim negro da história do país, perderam-se muitas vidas injustamente e o mínimo que podemos fazer é perpetuar essas vidas aqui num local emblemático, como é a Avenida das Forças Armadas”, referiu o tenente-coronel, José Fernandes, presidente do Núcleo de Bragança da Liga dos Combatentes.
Trata-se de um elemento escultórico da autoria do arquiteto, David Fernandes, natural de São Martinho de Angueira, concelho de Miranda do Douro, construído em ferro e pedra, simbolizando os três ramos das Forças Armadas: Marinha, Exército e Força Aérea. A escultura uma forma ondulada, a lembrar uma serpente, que representa o sangue derramado, e ainda os bustos dos soldados incógnitos, bem como a inscrição dos nomes dos que tombaram nos conflitos armados entre o continente e as ex-colónias. “É uma ode à paz. Escolhi o ferro pela intemporalidade e pela resistência. É muito duro, mas também é fácil de moldar. Para perdurar no tempo e na memória”, descreveu David Fernandes.
