Bragança ClassicFest e BÔ JAZZ entre os destaques da nova temporada do Teatro Municipal
O Teatro Municipal de Bragança apresenta, entre 11 de setembro e 19 de dezembro, uma nova temporada com mais de quatro dezenas de iniciativas, que incluem música clássica, jazz, teatro, dança, novo circo, música urbana, formação e propostas destinadas às escolas e às famílias.
A sexta edição do Bragança ClassicFest e a segunda edição do BÔ JAZZ – Vicente de Sousa Fest são dois dos principais destaques de uma agenda que integra seis acolhimentos internacionais e aposta também nas coproduções, nos artistas locais e na formação de públicos, e que foi apresentada na passada sexta-feira.
“Esta programação mostra a qualidade e a diversidade do trabalho que o Município tem vindo a desenvolver, trazendo a Bragança artistas e companhias de diferentes geografias e dando espaço para a criação portuguesa, para os projetos locais e para a formação de públicos”, afirmou a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira.
A autarca destacou particularmente o Bragança ClassicFest, que classificou como “um festival de excelência de música clássica”, capaz de conferir dimensão internacional à programação cultural da cidade. A edição deste ano reforça a componente formativa, através do ClassicLab, e a vertente transfronteiriça, com um concerto no Teatro Principal de Zamora.
A apresentação e o concerto de lançamento do festival realizam-se em 12 de setembro, na Igreja de São Francisco, com o Juventus Ensemble, às 18h00. O mesmo espetáculo será apresentado no dia seguinte em Zamora, procurando captar mais público espanhol.
O diretor do Teatro Municipal, João Cristiano Cunha, salientou que o ClassicFest tem contribuído para criar e fidelizar público para a música erudita. Desde a primeira edição, acrescentou, o festival tem registado sucessivas salas esgotadas.
O concerto de abertura, em 26 de setembro, estará a cargo dos “Virtuosi del Teatro alla Scala”, de Milão, que se estreiam em Portugal sob a direção musical do violinista Mario Hossen. A formação volta a atuar no dia seguinte, com um programa dedicado a Vivaldi e Paganini.
O festival prossegue em 01 de outubro, Dia Mundial da Música, com O Bando de Surunyo, na Igreja de São Francisco. Maria Rueff junta-se ao DSCH – Schostakovich Ensemble, no dia 03, para “O Carnaval dos Animais”. Seguem-se o Quinteto de Metais “100 Caminhos”, no dia 04, um recital de Filipe Pinto-Ribeiro dedicado a Franz Liszt, no dia 09, e o encerramento, em 10 de outubro, com a Orquestra de Câmara Franz Liszt, de Budapeste.
Entre 17 e 21 de novembro, a segunda edição do BÔ JAZZ – Vicente de Sousa Fest reúne cinco concertos em noites consecutivas. O programa inclui André Rosinha Trio, Eupnea, Fábio de Almeida, Lisbon Underground Music Ensemble e o Sexteto de Jazz de Lisboa, que celebra 40 anos de carreira e integra músicos como Mário Laginha, Mário Barreiros, Tomás Pimentel, Edgar Caramelo, Ricardo Toscano e Francisco Brito.
Na música portuguesa, Luís Trigacheiro apresenta o álbum “Ela”, produzido por Luísa Sobral, em 14 de novembro. Miguel Araújo sobe ao palco em 05 de dezembro com “Passemos aos Salões”, num concerto de voz e piano que terá como convidado de abertura o músico brigantino Bruno Sendas. A Banda Sinfónica Portuguesa atua em 12 de dezembro num concerto dedicado aos 120 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça, que contará com a participação de alunos do Conservatório de Música e Dança de Bragança.
A programação teatral inclui “Uma Vida Mais Tarde”, da Companhia Dois, que abre a temporada em 11 de setembro, “Potnia Theron”, com texto de Hélia Correia e encenação de Maria João Luís, “A Alma do Senhor Hitchcock”, “Álbum de Família”, “Más Mix” e “Do Outro Lado do Muro”, com Rita Ribeiro, Ricardo Carriço e Baltasar Marçal.
A dança, o novo circo e os projetos multidisciplinares estão representados por propostas como “Pasto”, do Instituto Nacional de Artes do Circo, “Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar o Presente Frágil”, da Nuisis Zobop, e “Yûgen”, da companhia espanhola La Banda Teatro Circo. A temporada encerra em 19 de dezembro com “O Quebra-Nozes”, pelo Tchaikovsky National Ballet.
Entre janeiro e julho deste ano, o Teatro Municipal recebeu 73 espetáculos, repartidos por 104 sessões, que atraíram 15.014 espectadores. A taxa média de ocupação atingiu 89,7%, acima da meta de 75%.
Segundo João Cristiano Cunha, o Teatro tem superado o objetivo anual de 17.500 espectadores, depois de ter recebido mais de 25 mil pessoas em 2024, ano em que celebrou o vigésimo aniversário, e mais de 20 mil em 2025.
Os bilhetes para os espetáculos pagos custam entre dois e 16 euros. Estão previstos descontos de 50% para estudantes, titulares de Cartão Jovem e pessoas com deficiência, além de descontos a partir dos 60 anos e entrada gratuita para pessoas com 75 ou mais anos.
