Nordeste Transmontano

Corporações de bombeiros contornam falta de candidatos com imigrantes

Publicado por Glória Lopes em Qui, 04/09/2026 - 09:36

Com a deslocação de jovens do distrito para estudar ou trabalhar noutras regiões ou fora do país, aliada ao despovoamento, as corporações de bombeiros abrem as portas aos estrangeiros para contornar a falta de candidatos quer de voluntários quer de profissionais..
Em Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, as corporações de maior dimensão, os operacionais estrangeiros são já uma realidade e com tendência para crescer.
Se em Vinhais, ainda não têm estrangeiros, nos bombeiros de Mirandela estes representam 20% do total, vários são do quadro ativo (dois brasileiros, um cabo-verdiano e um santomense), mais nove estagiários brasileiros, três de Cabo Verde, mais um francês, um angolano e um moçambicano.
Luís Soares, o comandante do Bombeiros Voluntários de Mirandela, explicou que têm aparecido mais estrangeiros nos últimos anos. “Sobretudo quando abrimos candidaturas para as escolas de estagiários têm aparecido mais estrangeiros, o que, naturalmente, representa uma falta de mão de obra ou de pessoas de nacionalidade portuguesa localmente ou, aparentemente, não estão tão interessadas para ingressar neste tipo de atividade. Normalmente é uma atividade em que se inicia muito como voluntária, mas que obriga a dispensar muito tempo da sua vida pessoal e profissional para assumir este tipo de funções”, avalia Luís Soares.
Mesmo quando são celebrados contratos de trabalho “nota-se um aumento do número de estrangeiros”, salientou o comandante referindo que já há alturas e que contratam mais estrangeiros do que portugueses.

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