A opinião de ...

Orgulho e preconceito

O distrito de Bragança é o mais seguro do país. Seja em termos de ocorrências participadas (o único com menos de quatro mil participações), seja concretamente ao nível da criminalidade violenta e grave, em que se registaram 71 participações, tantas quantas tinha havido no ano passado (mais informação na página 7).
Ora, estes resultados não são de um ano só e demonstram, mesmo, uma tendência que se vem registando na última década.
Apesar do aumento de população estrangeira na região, apesar da abertura de novas vias de comunicação que permitem que os meliantes do litoral cheguem mais rapidamente ao interior, a verdade é que os números de criminalidade na região têm vindo a diminuir.
Um trabalho que se deve, em muito, à atuação das forças de segurança que servem na nossa região.
Tanto a Polícia de Segurança Pública como a Guarda Nacional Republicana têm feito um trabalho inexcedível no distrito de Bragança, com o apoio da Polícia Judiciária que, estando sediada em Vila Real, presta serviço também nos 12 concelhos do distrito de Bragança.
Um padrão que nos deve encher de orgulho, porque reflete, também, a qualidade de vida que por cá se usufrui, reflete a qualidade dos agentes que zelam pela nossa segurança e reflete, ainda, a qualidade e a bonomia das populações destas terras, como chamava a atenção, ainda há bem pouco tempo, o novo Comandante da PSP, Rui Rocha e Silva, em entrevista ao Mensageiro.
No entanto, quem olha a patir de fora da região, é incapaz de o fazer sem usar de preconceito. Como se as gentes que por aqui estão, para cá do Marão, fossem de uma cepa inferior, civilizacionalmente falando. Em suma, uns brutos, arruaceiros, que moram no meio das fragas serranas.
Como se vê, e os dados são inequívocos, há mais de civismo e civilizacional por estas terras do que em muitas “de por ‘í’ abaixo”.
Cabe-nos a nós, transmontanos, que por cá moramos todos os dias, mostrar-lhes a eles, aos do preconceito, que também eles deviam ter orgulho e procurar seguir o nosso exemplo. Afinal, todos teriam a ganhar, com um país mais seguro e com melhor qualidade de vida.
Enquanto isso não acontece, nós vamos desfrutando da segurança que outros apenas almejam.

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