Nordeste Transmontano

Bloco de Esquerda quer saber o que vai fazer o governo sobre o aumento do valor das faturas da água em oito concelhos

Publicado por Glória Lopes em Ter, 2020-07-14 18:32

O Bloco de Esquerda levou o aumento do valor das faturas de água nos municípios abrangidos pela a empresa Águas do Interior Norte (AdIN) à Assembleia da República e já questionou o Ministro do Ambiente e da Ação Climática se tem conhecimento da situação e que "medidas tenciona o governo adotar para garantir que os valores cobrados aos moradores destes concelhos correspondem a serviços públicos efetivamente prestados e são social e territorialmente justos". m
A AdIN, que gere e explora os sistemas de água e saneamento de 8 concelhos dos distritos de Bragança e Vila Real, nomeadamente Freixo de Espada à Cinta, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Torre de Moncorvo e Vila Real, através de uma empresa constituída no final de 2019 para servir 105 mil habitantes. "À exceção de Vila Real, todos os municípios abrangidos pela AdIN foram penalizados com o aumento do preço da água desde a constituição da empresa. Segundo uma petição online com mais de 1600 assinaturas, no caso de Freixo de Espada à Cinta, "os munícipes foram surpreendidos por valores exorbitantes, relatando aumentos de preço entre 50 a 200%, havendo situações em que o preço é hoje 10 vezes superior ao que era antes da concessão", explica o BE.
Na petição pode ler-se que “podemos dar como exemplo um caso que passou de um consumo no valor de 30 euros mensais, em média, para os 108 euros.” A mesma exposição faz saber que os valores cobrados pelo saneamento e resíduos são superiores à água consumida e que existem entidades com dificuldade na prestação de serviços à comunidade pelo acréscimo que este custo fixo representa. A petição termina solicitando a revogação do contrato e consequente regresso à gestão pelas autarquias.
Já em Torre de Moncorvo, o Movimento de Moncorvenses solicita que a adesão do município a esta empresa seja referendada. João Marrana desse Movimento, afirmou à imprensa que “as pessoas se queixam de que a conta da água aumentou para o dobro ou o triplo porque houve uma decisão tomada sem se medir as consequências.”
. Tal como naquela altura, voltamos a entender que a revolta das populações em consequência dos aumentos de tarifa de um bem essencial, que representa um direito humano, é já um retrocesso na universalidade de acesso e uma opção que coloca em causa vários acordo. Esta é também uma diretriz do atual Governo, no sentido de privilegiar as agregações de municípios para provimento de água e saneamento, opção que tem claramente vindo a penalizar as populações.