Macedo de Cavaleiros

Suspeita da morte de Lara agredida na prisão

Publicado por AGR em Qua, 07/29/2026 - 17:40

A mulher suspeita de matar a enteada de oito anos, no concelho de Valpaços, terá sido agredida por outras reclusas na cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, onde se encontra em prisão preventiva.

Eulália Silva, de 48 anos, é natural de Vilar do Monte, no concelho de Macedo de Cavaleiros, e está fortemente indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Segundo noticiou o Correio da Manhã, a mulher terá sido agredida menos de 24 horas depois de ter deixado o regime de isolamento e passado para uma cela comum, a pedido da própria.

Na manhã seguinte, deu entrada na enfermaria do estabelecimento prisional com vários ferimentos alegadamente resultantes das agressões.

A reclusa não precisou de ser transportada para uma unidade hospitalar, mas permaneceu na enfermaria a receber cuidados médicos. Os serviços prisionais abriram um processo de averiguações para apurar as circunstâncias do incidente.

Fontes ligadas ao sistema prisional citadas pelo jornal relacionam a alegada agressão com a rejeição de reclusos suspeitos ou condenados por crimes contra crianças. Esta possível motivação não foi oficialmente confirmada.

Suspeita está em prisão preventiva

O caso remonta a 17 de junho, quando Lara, de oito anos, desapareceu depois de ter sido retirada da escola pela madrasta, sob o pretexto de que teria uma consulta médica.

O corpo da criança foi encontrado horas depois numa zona florestal da Serra da Padrela, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.

Segundo o Ministério Público, existem fortes indícios de que a menina morreu por asfixia antes de o corpo ter sido abandonado na serra.

No primeiro interrogatório judicial, Eulália Silva admitiu ter levado a enteada até àquele local, mas declarou não se recordar integralmente do que aconteceu. A versão apresentada não afastou os indícios recolhidos durante a investigação, tendo o tribunal determinado a aplicação da medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

A arguida permanece a aguardar o desenvolvimento do inquérito, beneficiando da presunção de inocência até existir uma decisão judicial definitiva.

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