Nordeste Transmontano

PJ detém em Bragança suspeito de burla amorosa que movimentou mais de 70 mil euros

Publicado por AGR em Sex, 07/24/2026 - 16:11

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, no concelho de Bragança, um cidadão estrangeiro de 27 anos, suspeito de envolvimento num esquema de burla amorosa através da Internet que terá movimentado mais de 70 mil euros.

O homem está fortemente indiciado pelos crimes de burla informática e nas comunicações, falsidade informática e branqueamento de capitais, informou a PJ em comunicado.

A detenção foi realizada pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real no âmbito de uma investigação relacionada com o fenómeno internacionalmente conhecido como Romance Scam.

Neste tipo de esquema, os suspeitos criam relações de confiança ou de natureza sentimental com as vítimas através de meios digitais, levando-as posteriormente a transferir elevadas quantias em dinheiro.

De acordo com a investigação, o detido terá aberto várias contas em instituições bancárias nacionais, que seriam utilizadas para receber, movimentar e dispersar fundos provenientes da atividade criminosa.

O suspeito terá ainda realizado operações destinadas a ocultar a origem ilícita do dinheiro, dificultar o seu rastreio e permitir a respetiva integração no circuito económico e financeiro.

A análise financeira permitiu identificar diversas contas bancárias tituladas pelo homem, abertas depois de julho de 2025, nas quais foram creditados montantes que a PJ considera “manifestamente incompatíveis” com o seu perfil económico e financeiro.

As diligências realizadas permitiram apurar, até ao momento, a movimentação de mais de 70 mil euros, existindo fortes indícios de que o dinheiro terá origem em transferências efetuadas por vítimas do esquema fraudulento.

Segundo a PJ, os montantes eram posteriormente movimentados através de várias operações bancárias, com o objetivo de dificultar a identificação da sua proveniência, localização e destino final.

A investigação permitiu também recolher elementos de prova sobre a alegada utilização do sistema financeiro português para fazer circular e dissimular vantagens patrimoniais resultantes de atividades criminosas.

O inquérito prossegue sob a direção do Ministério Público de Bragança para identificar outros eventuais intervenientes e vítimas, determinar a dimensão da atividade criminosa e localizar ativos de origem ilícita.

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