Mirandela

Câmara de Mirandela ativa plano Municipal de Emergência de Proteção Civil

Publicado por Fernando Pires em Qui, 07/30/2026 - 19:34

O Município de Mirandela acaba de anunciar que ativou, “com efeitos imediatos”, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil “na sequência da avaliação da situação do incêndio rural de grandes dimensões que teve origem no concelho de Valpaços e evoluiu para o território do concelho de Mirandela, encontrando-se ativo há mais de vinte e quatro horas e tendo já afetado as freguesias de Aguieiras, Bouça, Vale de Telhas, Fradizela, e São Pedro Velho”, que representam uma área territorial de aproximadamente 79,25 km², correspondendo a cerca de 12 % da área total do concelho de Mirandela, “o que evidencia a significativa dimensão territorial da ocorrência”, explica o executivo liderado por Vítor Correia, em comunicado enviado às redações.

Pesou ainda nesta decisão, o “comportamento extremo do incêndio, favorecido pelas condições meteorológicas e pela continuidade dos combustíveis florestais, representa uma ameaça séria para a vida e integridade física das populações, para os seus bens e animais, para o património natural e florestal, para as explorações agrícolas e pecuárias, bem como para infraestruturas e serviços essenciais”, adianta o comunicado.

Segundo o executivo da Câmara de Mirandela, a evolução do incêndio “implica a necessidade de assegurar uma resposta integrada e coordenada entre todos os agentes de proteção civil e entidades cooperantes, mobilizando recursos humanos e materiais de forma excecional e garantindo a unidade de comando e de coordenação operacional”.

O despacho do executivo produz efeitos imediatos, mantendo-se em vigor “até ser determinada a desativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, mediante despacho quando deixarem de se verificar os pressupostos que fundamentaram a presente ativação”, conclui o comunicado.

Na prática, a ativação deste plano determina a implementação da estrutura de direção, coordenação e comando prevista no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil;

A mobilização dos serviços municipais, dos agentes de proteção civil e das entidades cooperantes considerados necessários;

A articulação permanente com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes;

A ativação dos mecanismos de aviso e informação à população previstos no Plano;
A adoção das medidas necessárias à proteção de pessoas, bens, animais, ambiente e património.

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