Diocese

Trabalho das Unidades Pastorais esteve em análise em Bragança

Publicado por Glória Lopes em Qui, 02/26/2026 - 09:31

O futuro das Unidades Pastorais, criadas na Diocese de Bragança-Miranda no ano de 2012, esteve em análise no passado sábado durante uma formação, que teve lugar na Escola Secundária Emídio Garcia.
Sob o tema “Unidades Pastorais como expressão ativa da sinodalidade”, fez-se uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido nas 18 unidades pastorais, definidas na altura em que D. José Cordeiro, atual arcebispo de Braga, era bispo de Bragança-Miranda.
Volvidos 14 anos o momento é de reflexão e balanço, nomeadamente até de avaliar se vão continuar 18 Unidades Pastorais ou se pode fazer-se, eventualmente, uma redução para 12, o número de concelhos do distrito de Bragança que coincide com o território da Diocese. “Nós estamos a abrir, hoje, um tempo de avaliação do que aconteceu aqui em Bragança, aliás a Diocese foi pioneira em Portugal, de alguma maneira. D. José Cordeiro foi, digamos, inovador. Queremos olhar para a realidade e analisar o que se tem feito. Sendo muitas comunidades, tendo comunidades cada vez mais pequenas e mais envelhecidas, o objetivo é não deixarmos ninguém para trás, não deixarmos nenhuma comunidade sem vida e sem missa ao domingo”, explicou o bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida, em declarações ao Mensageiro.
Presente na sessão esteve o professor José Prisco da Diocese de Valladolid (Espanha), que acompanhou a criação das Unidades Pastorais da Diocese de Bragança. “É inevitável que se criem dada a redução do número de sacerdotes, o despovoamento, a dispersão e o envelhecimento das comunidades. É necessária a existência das Unidades Pastorais, pois podem tornar mais eficaz o cuidado pastoral das populações”, explicou o padre José Prisco ao Mensageiro.

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