A opinião de ...

Santo António de Lisboa (Um Santo Português)

Com a sua nobre incumbência, frei António:” embarcou Santo António para em África pregar aos moiros o Evangelho e selar a pregação com o seu próprio sangue”. Começou assim a sua nobre missão. Mas, mal chegado a Marrocos, não chegou sequer a iniciar o seu apostolado, quis regressar à Península Ibérica. O navio que embarcou foi levado pelos ventos para a Sicília, então Frei António, logo se dirigiu à Península Itálica, para tomar parte, em Assis, No Capítulo Geral da Ordem Franciscana, que se iria realizar. Contudo, foi praticamente ignorado. Sentindo-se praticamente abandonado, pediu a Frei Graciano, provincial da Romanha, pedindo-lhe que o levasse consigo a fim de: ”ensinar os fins da doutrina espiritual!”. Decorrido um ano apenas, reunidos em Forlívio, vários irmãos franciscanos e, nessa reunião chamado, contra a sua vontade, brilhou com a sua eloquência, mostrando, o seu saber e apaixonada persuasiva, todos os seus confrades. Começou aí, uma nova etapa de Frei António. Ficou visto que a Europa precisava de um homem assim, ou seja: “capaz de lutar, corajosamente, contra todos os males de que ela enfermava, esse Homem colossal e gigantesco, que ia fazer frente à tempestade com o seu verbo inflamado, acabava de se revelar – era português!”. A partir daqui, iria ser o grande apóstolo do século XIII, uma das figuras mais representativas da Europa do seu tempo. Daí para a frente, Santo António vai ser uma das figuras da Igreja e da Europa do seu tempo, pregando a pobreza, sobretudo espiritual. S. Francisco admira-o e denomina-o de seu bispo. O Papa admira-o e ouve-o, admira-se com tanta ciência bíblica. A sua fama expandiu-se por todo o mundo cristão e disse-se, que: “Em poucos anos de vida, Santo António fêz o que ninguém fizera, e deixou a sua passagem por este mundo marcada por um sulco luminoso, que jamais se apagará”. Percorre toda a Itália, Provença, a prègar, perante grandes e pequenos, com a mesma convicção e energia, sem violências. Frei António viveu em Itália desde 1221, e em 1231, sentiu que a morte estaria muito perto, sofrendo um ataque de hidropisia. Sentido a sua morte muito próxima, pediu ao seu amigo conde Tiso, senhor de Camposampiero, que “lhe preparasse uma cela no alto de uma grande e velha nogueira, para assim poder habitar entre o Céu e a terra! Foi nesse poético albergue aéreo que o Santo residiu os últimos dias da sua vida terrena, meditando e sonhando em Deus”. Foi precisamente no dia 13 de junho de 1231, quando se sentiu muito mal que, descendo da nogueira, onde viveu os seus últimos dias, e deixou-se levar para o hospício de Arcena. Morreu muito brandamente, pronunciando o nome de Jesus, tinha 36 anos de idade. De toda a parte vinham fiéis prestarem-lhe homenagem e suplicarem-lhe um milagre. O seu corpo foi sepultado em Pádua. Temos que saber que Santo António é português (e não de Pádua). É uma grande Glória para Portugal, ter aqui nascido aqui este Enorme Santo que tanto nos honra. Tenho muito orgulho em ser António. Onde estiveres, meu Santo, olha por Portugal, que bem precisa. Temos muito orgulho em Ti, Santo António.

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4030

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