“Se queremos fazer mais, há coisas que não cabem das 09h00 às 17h00
As polémicas das nomeações e das ajudas de custo, a relação com a oposição e com o PS e as expectativas em relação ao Governo marcam a segundaa parte da entrevista. Isabel Ferreira descreve um início de mandato conturbado, defende as suas escolhas e deixa em aberto o futuro político.
MDB.: Teria gerido de outra maneira a polémica das nomeações?
IF.: Quando estou convicta de que os erros dos serviços não são deliberados, tenho a obrigação de os proteger. Continuo a considerar que foram lapsos administrativos. No caso da direção de departamento, teria feito igual: detetado o lapso, corrige-se.
Quanto aos dirigentes de terceiro grau, considero lamentável o aproveitamento partidário da oposição. As coisas foram faladas, os documentos mostrados e houve uma decisão da Assembleia Municipal. Se partíssemos do zero, teríamos levado os dirigentes de terceiro grau juntamente com a orgânica, e a questão não se teria levantado. Como não foi assim, considero que lidámos com o dossiê da melhor forma.
A oposição deve ser construtiva, não de perseguição pessoal, administrativa ou processual. Um presidente de Câmara pratica centenas de atos administrativos por dia. Se procurar vírgulas fora do sítio, vou encontrá-las, mas há uma justificação para elas. Bragança não ganha nada com um contencioso permanente.
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