Armando Fernandes

 

 

Moçambique

Há uns anos integrei uma equipa destinada a estudar e propor medidas para a requalificação e transformação cultural da ilha de Moçambique. Antes da partida, no intuito de levantar a ponta do véu sobre a emblemática ilha no quadro das navegações portuguesa retirei da prateleira Mangas Verdes Com Sal e Ilha do Próspero, obras escritas pelo poeta Rui Knopfili por a sua imagética ser luminosa e propiciadora de olhares perturbadores acerca do nosso e do Mundo que nos rodeia.


O 1.º de dezembro

Nesta selva de caminhos electrónicos é difícil fruir descansadamente as efemérides de grata memória porque as mesmas são diluídas na máquina trituradora dos noticiários infestados de bastardos paridos nas barcas sensacionalistas soterrando marcos da nossa história, das nossas vivências. Nada escapa à voracidade instalada, mesmo os temas ou assuntos a exigirem cuidados na análise e argumentação são tratados com os pés, pensemos nos «prós e contras» moderados por uma senhora imoderada a interromper ou a cortar os raciocínios dos opinadores. No meio da salgalhada escapa quem?